Rotatória anunciada por Jaime Bagattoli não saiu do papel após 99 dias

Em julho o empresário disse que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas e o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Antônio Leite dos Santos Filho, iniciariam a obra no máximo 40 dias

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Rotatória deve melhorar tráfego na região que divide os bairros São José e Bodanese.

A rotatória na BR-364 em Vilhena, na altura da divisa dos bairros São José e Bodanese, na saída para Porto Velho, parece estar longe da promessa. Em julho deste ano o empresário Jaime Bagattoli anunciou em live que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas e o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Antônio Leite dos Santos Filho, tinham se comprometido a dar início, em no máximo 40 dias a partir daquela data, à construção de uma rotatória na BR-364 em Vilhena. Hoje, 16 de outubro, já são 99 dias do anúncio.

O Vilhena Notícias buscou informações junto ao Ministério da Infraestrutura. O órgão do governo não deu previsão para começo da obra.

Empresário agropecuarista, Jaime Bagattoli mantém relação próxima com integrantes do alto escalão do governo federal e tenta uma interferência para viabilizar a obra. Ele disse publicamente o interesse em bancar parte da obra.

Principal cabo eleitoral de Jair Bolsonaro no estado, Jaime Bagattoli foi candidato ao cargo de Senador em Rondônia pelo PSL e obteve 212.077 votos totalizados (15,70% dos votos válidos), mas não foi eleito nas Eleições 2018. Uma votação considera histórica.

OBRA POLÊMICA

Na manhã do dia 11 de junho de 2020, Bagattoli que é proprietário do Posto Catarinense, local onde deverá ser construída a rotatória, familiares e funcionários destruíram uma mureta erguida pelo Denit em frente ao seu posto de combustíveis.

À época, o empresário apresentou um despacho da Justiça Federal que impedia que o Dnit fazesse qualquer tipo de obra em frente a seu posto. Conforme o despacho do procurador federal, Caio Kusaba, um projeto deve ser discutido entre o Dnit e Jaime, e havendo acordo o melhor projeto deverá ser executado pelo órgão, provavelmente com uma parceria público privada.

Jaime Bagattoli e o irmão Orlando Vitorio Bagattoli, que também ajudou a destruir a mureta, foram levados detidos para a sede da Polícia Federal, em Vilhena, e soltos após paragem fiança.

A PF abriu inquérito para apurar a responsabilidade criminal dos empresários. Eles devem responder por dano qualificado (Art. 163 do Código Penal). A pena pode chegar a 3 anos de detenção e multa.