Polícia encontra armas e munições em terra invadida; um homem foi preso

Homem preso alegou que armamento era usado para caça.

1101
A propriedade passa por invasões de posseiros há anos, segundo a PM, (Foto: Ilustração)

A Polícia Militar de Vilhena apreendeu, na manhã desta quinta-feira, 13 de agosto, duas armas e dezenas de munições em um barraco de uma propriedade rural ocupada por camponeses ligados a um grupo de sem terra. O local fica na Linha 140, a cerca de 80 km da área urbana de Vilhena. Um homem de 56 anos foi preso por posse ilegal de armas e munições.

A PM realizava mapeamento da área quando ocorreu a prisão e a apreensão.

A propriedade, conhecida como Fazenda Vilhena, é palco de conflitos agrários e mortes. Em outubro de 2015, aconteceu o maior massacre por disputa de terras do Estado nos últimos 20 anos. Cinco pessoas foram mortas. Uma delas foi queimada viva, segundo apurou a polícia na época.

CONFLITOS AGRÁRIOS

A propriedade pertencia, inicialmente, a um fazendeiro que morava no Paraná (PR), no entanto, ele morreu e deixou a terra para herdeiros. Segundo o MP, os herdeiros venderam uma parte da área e a propriedade foi dividida em lotes.

A fazenda de cerca de mil hectares foi dada ao fazendeiro no período da ditadura militar brasileira (1 de abril de 1964 – 15 de março de 1985) mediante a distribuição de terras públicas no processo de colonização regional. Os posseiros alegam que o beneficiário [fazendeiro] teria 30 anos a partir da posse para tornar parte da propriedade produtiva, algo que nunca aconteceu, segundo eles. As famílias acampadas buscam a redistribuição da área (reforma agrária).

Os donos da área invadida contestam a informação dos posseiros e alegam que mantêm um plano de manejo florestal e que a área é produtiva.

AUTORIDADES ESTUDAM AÇÕES PARA RECUPERAR FAZENDA INVADIDA

Em março deste ano, vários órgãos de segurança se reuniram na sede do 3º Batalhão de Polícia Militar, em Vilhena, para definir ações de reintegração de posse na Fazenda Vilhena, localizada na Gleba Corumbiara. A propriedade passa por invasões de posseiros há anos, segundo a PM. A mais recente, que até hoje mantém dezenas de famílias acampadas na área, foi em junho de 2015. Os lotes ocupados pelos posseiros são: 62, 63, 64 e 85.