Polícia divulga imagem de foragido envolvido no assassinato de agente penitenciário em Vilhena

Polícia apura se o PCC ordenou morte e ataques contra agentes penitenciários na cidade

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Jucenildo, segundo a polícia, levou a arma usado no crime até o posto e entregou para um menor atirar contra o policial penal. (Foto: Divulgação)

A Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa de Vilhena procura Jucenildo Silva dos Reis, de 27 anos, conhecido no mundo do crime como “Matajunta”, suspeito de envolvimento no assassinato do policial penal André Borges Mendes, de 36 anos, morto a tiros no domingo, dia 9 de agosto deste ano, enquanto bebia com amigos no pátio do posto Cavalo Branco, na área central de Vilhena.

Os investigadores identificaram o suspeito por meio de imagens de câmeras de segurança do posto e o testemunho de um homem de 21 anos, preso por tráfico de drogas no dia 12 de agosto, em Cabixi, que diz ter visto o crime. Segundo Nubio Lopes de Oliveira, delegado titular da Delegacia de Homicídios de Vilhena, Jucenildo pegou uma arma de fogo emprestada, no dia anterior ao assassinato, e entregou para que um menor de idade atirasse contra o policial penal.

Segundo Nubio Lopes de Oliveira, delegado titular da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa de Vilhena. (Foto: Vilhena Notícias)

“O menor chegou no posto desarmado e somente lá recebeu a pistola das mãos do Jucenildo e foi incitado a matar o agente André”, descreveu Nubio Lopes.

O menor já foi identificado pela Polícia Civil e o Juizado da Infância expediu um mandado de captura dele. Um outro envolvido no crime já está preso desde a semana passada. Ele foi identificado apenas pelo apelido “Mestre”, e é apontado como cúmplice por ter fornecido a arma do crime. A prisão aconteceu na casa dele, no conjunto habitacional Maria Moura.

No depoimento que prestou à polícia ele confirmou ter fornecido o armamento e disse que não sabia que seria usado para matar um policial penal.

“Ele disse que quando emprestou a arma pensou que fosse para matar algum integrante da facção Comando Vermelho”, disse o delegado.

O investigado Mestre, segundo a polícia, revelou ser membro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele tem uma longa ficha criminal e quando foi preso estava em liberdade condicional, após ter cumprido pena pelo crime de tráfico de drogas.

O delegado revelou que, apesar de a investigação ter identificado os suspeitos do crime, a apuração continua. A polícia quer saber se os investigados agiram a mando do PCC. Além do suspeito Mestre, Jucenildo e o menor também seriam integrantes da facção.

“A nossa linha de investigação agora é saber se mais pessoas estão envolvidas na morte e se foi a mando da organização criminosa”, pontuou Nubio Lopes.

O presídio federal de Porto Velho abriga membros da alta cúpula da facção paulista PCC (Primeiro Comando da Capital).

Desde o dia 10 e agosto, a Polícia Civil está investigando um ataque contra uma loja de dois servidores do Sistema Penal em Vilhena. O crime aconteceu horas depois de o policial penal ser assassinado a tiros no posto de combustível.

Segundo relato dos servidores à polícia, eles foram abrir o estabelecimento comercial, na Avenida Jô Sato, quando perceberam que a porta do local havia sido atingida por disparo de arma de fogo.

Policiais militares foram na loja e encontraram ao menos dois disparos efetuados contra a porta do comércio. Os fragmentos da munição aparentavam ser de calibre .38.

À polícia, os servidores do Sistema Penal afirmaram que não sofreram ameaças, assim como nenhum de seus parentes. Eles então registraram boletim de ocorrência e o caso agora é apurado pela Polícia Civil.