Elegância nas penas, confusão nas ruas: pavões viram assunto em bairro de Vilhena

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Um casal de pavões tem chamado a atenção de moradores do Parque Industrial Tancredo Neves, região próxima ao bairro 5º BEC, em Vilhena. Há alguns meses, as aves passaram a circular pelas ruas, telhados e muros da região, dividindo opiniões entre quem admira a beleza dos animais e quem reclama dos barulhos e prejuízos provocados por eles.

Entre as principais queixas estão o canto alto dos pavões, os voos sobre veículos e os danos causados pelas garras das aves em estruturas e superfícies. Moradores também relatam que os animais sobem nos telhados e batem nas janelas das residências, provocando incômodo, especialmente durante a noite e nas primeiras horas da manhã.

Entre os estabelecimentos afetados está uma oficina mecânica da região. Segundo o proprietário, os pavões danificaram a cobertura do barracão e arranharam o capô de uma caminhonete de cliente que estava no local para conserto. O prejuízo estimado apenas nesse veículo foi de R$ 400.

O empresário também relatou que um carro pertencente a um funcionário foi arranhado pelas aves. O polimento necessário para remover as marcas custou R$ 200. Diante dos transtornos, ele pede que o responsável pelos animais encontre uma maneira de impedir que continuem circulando livremente pela vizinhança.

Outros moradores também manifestaram insatisfação com a presença dos pavões. Uma residente relatou que os animais sobem nos telhados e fazem barulho em horários de descanso, chegando a acordar bebês.

Uma pequena empresária da região afirmou que as aves também teriam danificado placas de energia solar instaladas em residências. Apesar de reconhecer a beleza dos animais, ela defende que sejam tomadas providências para evitar novos prejuízos.

PRESENÇA QUE DIVIDE OPNIÕES

Apesar das reclamações, os pavões também conquistaram admiradores no bairro. A presença da dupla costuma chamar a atenção de moradores, que registram fotos e vídeos dos animais circulando pelas ruas e pelos telhados. Parte da dos moradores defende que as aves não sejam mantidas em espaços confinados e sugere que sejam encaminhadas para um parque público ou outro local adequado, onde possam permanecer em segurança.

O responsável pelo casal informou que adquiriu as aves há cerca de um ano e meio, com a intenção de mantê-las em uma chácara da família, no próprio bairro. Segundo ele, o local é cercado, mas as barreiras não impediram que os animais escapassem e passassem a circular pelas ruas e propriedades vizinhas.

O tutor afirmou que não recebeu reclamações diretamente dos moradores e que soube dos problemas por comentários compartilhados em grupos de WhatsApp. Ele lamentou os transtornos relatados e demonstrou preocupação com a insatisfação da vizinhança.

Ainda segundo o responsável, a captura dos pavões tem sido difícil, pois as aves se afastam quando alguém tenta se aproximar. À noite, costumam subir em árvores altas e, ao amanhecer, deixam o local em direção às ruas.

Ele pede a colaboração dos moradores e de equipes especializadas para realizar a captura com segurança. A intenção é mantê-los em um espaço protegido, evitando novas fugas e danos às propriedades. Ele também esclareceu que a criação tem finalidade particular, voltada ao lazer da família, sem objetivo comercial.

Enquanto não há uma solução definitiva, os pavões continuam circulando pelo Parque Industrial Tancredo Neves, mantendo o debate entre moradores que pedem providências e aqueles que gostariam de preservar a presença das aves no bairro.