
O empresário Jaime Bagattoli ignorou as orientações dadas por ele mesmo, na semana passada, para suspender os atos de rua a favor do governo federal marcados para o domingo, 15 de março, em Vilhena, para evitar a contaminação pelo novo coronavírus. (Veja vídeo ao final da matéria).
O empresário encabeça o movimento de apoio ao presidente Jair Bolsonaro, em Vilhena. No dia 12, quinta-feira, ele veio a público para convocar a população para a manifestação em prol do governo e contra o STF e Congresso. Um dia depois, sexta-feira, 13, ele recuou da convocação e emitiu nota que suspendia a realização do ato na cidade. No entanto, o empresário voltou atrás na decisão e liderou a marcha de apoio ao presidente pelas ruas de Vilhena neste domingo. O grupo, formado por dezenas de apoiadores, se reuniu na avenida Major Amarante, Centro da cidade.
Segundo levanto feito pelo portal G1, as principais capitais brasileiras e cidades do interior registraram atos pacíficos de apoio ao governo. Com exceção de São Paulo, onde uma pessoa foi baleada durante o ato na avenida Paulista.
As manifestações ignoraram orientação de autoridades da Saúde de vários estados e da Organização Mundial da Saúde (OMS) para suspender eventos com grandes aglomerações de pessoas para evitar a disseminação do novo coronavírus, apoiadores do governo não atenderam ao apelo.
O próprio presidente Bolsonaro descumpriu a recomendação de monitoramento dada por médicos do governo em razão do novo coronavírus. O presidente saiu das dependências do Palácio da Alvorada no começo da tarde e participou de uma manifestação a favor do governo.
Grupo ignorou crise do coronavírus
Horas antes do grupo sair às ruas a Prefeitura de Vilhena em uma coletiva de imprensa convocada às pressas anunciou o primeiro caso suspeito do novo coronavírus na cidade. Trata-se de um adolescente de 11 anos que veio do exterior com a família há cerca de uma semana e apresentou os sintomas relacionados ao COVID-19.










