Suspeito de assassinar casal de idosos quebra costela na primeira noite na cadeia de Colorado do Oeste

Vítima do preso trabalhou na cadeia como dentista

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Unidade prisional de Colorado

O preso Nilmar dos Santos, suspeito de matar o casal de dentistas Dionelia Giacometti e Eldon Mai, deu entrada no pronto-socorro do hospital municipal de Colorado do Oeste na noite dessa quarta-feira, 8 de julho, com graves lesões na região das costelas.  Ele está aprisionado na Cadeia Pública do município.

De acordo com informações do diretor da unidade prisional, Luciandro Pereira Cardoso, o preso alegou que sofreu queda de uma “jega” (cama de concreto) enquanto dormia. Ele recebeu atendimento na enfermaria e depois foi encaminhado para o hospital. O preso ainda precisou ser levado para Cerejeiras, onde fez exame de raio-x.

“Ele chamou os policiais penais do plantão e falou que precisa ir até ao hospital porque havia caído da cama”, explicou o diretor da cadeia.

Ao Vilhena Notícias, Cardoso falou que não houve gritaria ou qualquer pedido de socorro durante à noite. Os policiais penais do plantão também não teriam encontrado sinais que o preso foi agredido por colegas de cela. Ele estava com outros dois detentos, segundo informou o diretor da unidade. Um boletim de ocorrência informando o acidente com o preso foi registrado na Polícia Civil.

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Nilmar foi preso em Vilhena na terça-feira, 7, quando tentava deixar Rondônia com destino ao estado do Mato Grosso. Ele permaneceu preso na Casa de Detenção de Vilhena até está quarta-feira, quando foi transferido para a Cadeia Pública do município do município vizinho, onde o caso de duplo homicídio é investigado. A esposa de Nilmar, Francineia Costa de Oliveira, também foi preso por suspeita de participação nos crimes.

Idosa assassinada atuou na Cadeia Pública

A reportagem apurou que Dionelia Giacometti, de 74 anos, prestou até recentemente serviços de dentista na cadeia onde Nilmar dos Santos está preso. A idosa tinha admiração e a estima de todos.

O diretor Luciandro Cardoso confirmou que Dionelia trabalhou, pela Prefeitura de Colorado, na unidade prisional.

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