Com salário de R$ 1.790, servidora presa cobrava propina de até R$ 350 para agilizar serviços a usuários da CIRETRAN

Servidora era a única comissionada do órgão. O diretor da CIRETRAN disse que não compactua com tais práticas criminosas e tem o compromisso de seguir as normas e leis estabelecidas.

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Justiça determinou a prisão preventiva da funcionária. (Foto: Renato Spagnol)

A servidora Evelyn Anne Bucanac Mohamed da Silva, presa na manhã desta terça-feira, 24 de novembro, por suspeita de corrupção passiva em Vilhena, recebia salário de R$ 1.790,00 e cobrava propina de até R$ 350,00 para agilizar serviços a usuários da CIRETRAN, segundo a Polícia Civil. A mulher, que tem 34 anos, foi indicada por uma deputada estadual para ocupar o cargo de chefia da Seção de Infrações e Penalidades da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Vilhena. Ela também cuidava da liberação de veículos apreendidos no pátio do órgão estadual.

O caso foi descoberto após usuários se negarem em pagar um valor adicional para ter o processo agilizado, e procurarem a Polícia Civil para denunciar que a servidora solicitava vantagens indevidas. As denúncias apontam que a funcionária, agora afastada do cargo, cobrava de R$ 100,00 a R$ 350,00 por cada processo. Conforme o delegado de Polícia Civil, Fabio Campos, a mulher “criava dificuldades para os usuários para depois oferecer facilidades”, mediante o pagamento de propina.

A polícia diz não ter indícios da participação de outros servidores no esquema. No entanto, Evelyn Mohamed será ouvida e poderá esclarecer se mais pessoas participavam do esquema criminoso.

Procurado pelo Vilhena Notícias, Gustavo Ozeika Coelho – chefe da Ciretran de Vilhena – disse que órgão não compactua com tais práticas criminosas e tem o compromisso de seguir as normas e leis estabelecidas. Segundo Ozeila, a servidora era monitorada desde agosto deste ano, quando surgiram as primeiras denúncias de que ela solicitava vantagens indevidas.

O chefe da Ciretran informou que a servidora era a única portariada do órgão, uma indicação política. A Seção de Infrações e Penalidades é de livre nomeação. Ela atuava no órgão desde junho de 2019.