Produção industrial cai pelo segundo mês seguido

Índice recuou 0,3% sobre janeiro e se encontra 1,1% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), informa o IBGE

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A produção industrial brasileira recuou 0,3% em fevereiro na comparação com janeiro, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados nesta quarta-feira (3) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado representa o segundo mês consecutivo de queda, com perda acumulada de 1,8%.

No mês, uma das quatro grandes categorias econômicas e 10 dos 25 ramos industriais pesquisados tiveram redução na produção.

Entre as atividades, a maior influência negativa foi assinalada por produtos químicos (-3,5%), indústrias extrativas (-0,9%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-6,0%).

Por outro lado, entre as 13 atividades que apontaram avanço na produção, veículos automotores, reboques e carrocerias (6,5%) e celulose, papel e produtos de papel (5,8%) exerceram os principais impactos positivos.

Com esses resultados, a produção industrial se encontra 1,1% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 17,7% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Vale destacar também os avanços assinalados pelos ramos de produtos de minerais não metálicos (4,5%), de produtos de borracha e de material plástico (3,0%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (4,2%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,4%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens intermediários (-1,2%) assinalou a única taxa negativa em fevereiro de 2024.

Fevereiro de 2024 x fevereiro de 2023

Em comparação com fevereiro de 2023, o índice cresceu 5%, registrando o sétimo resultado positivo consecutivo neste tipo de comparação. Nos últimos doze meses, houve avanço de 1%, intensificando o ritmo de crescimento frente aos resultados de janeiro de 2024 (0,4%) e de dezembro de 2023 (0,1%).

Entre as atividades, a maior influência negativa foi assinalada por produtos químicos e farmacêuticos (-17,5%), pressionada, em grande medida, pela menor produção de medicamentos. Outro impacto negativo importante foi registrado pelo setor de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-8,3%).

Ainda na comparação com o mesmo período do ano passado, o setor industrial também apontou expansão de 4,3% nos dois primeiros meses de 2024.

No período, o indicador teve resultados positivos nas quatro grandes categorias econômicas, 20 dos 25 ramos, 55 dos 80 grupos e 57,7% dos 789 produtos pesquisados. Vale citar que fevereiro de 2024 (19 dias) teve 1 dia útil a mais do que igual mês do ano anterior (18).

Por R7