Uma empresa vilhenense fez um outdoor de proporções gigantescas na principal avenida de Vilhena, cobrando uma reflexão dos magistrados de Vilhena e de todo o estado, em referência ao fechamento do comércio por causa da pandemia da gripe chinesa ou novo coronavírus.
“Senhores juízes o comércio precisa alimentar suas famílias”.
A frase de sentido duplo alcança tanto os familiares dos comerciantes como dos próprios juízes. E mostra que a situação do setor está cada vez mais crítica.
Nos últimos 25 dias, os comerciantes vilhenenses e rondonienses têm alternado momentos de impotência, esperança e frustração, com decisões jurídicas que tendem a tolher o direito deles abrirem as portas para vender.
O Ministério Público estadual tem pedido à Justiça, que os decretos flexibilizando a abertura do comércio sejam anulados, tanto no estado como nas cidades. Em Vilhena, fontes do VILHENA NOTÍCIAS também confirmam que o MP local também estaria praticamente irredutível quanto a abertura de lojas com serviços e produtos não essenciais.
Algumas lojas na cidade chegaram a ser multadas por tentarem abrir suas portas, mesmo com forte esquema sanitário, e obedecendo as orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde) para com o coronavírus.
SITUAÇÃO DELÍCADA
Há que se pensar em acabar com a transmissão do vírus, e o isolamento é a melhor até agora, porém, com o isolamento surge o problema derrubada da economia. Com a economia ruim, surgem desemprego, fome, assaltos e muitos outros problemas sociais.
Fica claro que se deve fazer uma flexibilização, mas dentro de padrões para se evitar contaminações, ainda mais, quando a cidade de Vilhena, teve apenas um caso registrado, no qual a paciente já se encontrada curada.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na quarta-feira, 15 de abril, que estados e municípios podem tomar as medidas que acharem necessárias para combater o novo coronavírus, como isolamento social, fechamento do comércio ou não e outras restrições.
A atitude da empresa que levantou o outdoor parece ser válida, já que há respaldo jurídico para abertura. O protesto se encorpa aos de centenas de comerciantes vilhenenses, que querem abrir suas lojas parar evitar mais demissões na cidade.
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