Polícia Militar apura denúncia de maus-tratos contra duas crianças em Vilhena

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A Polícia Militar foi acionada na quarta-feira (7) após vizinhos denunciarem uma possível situação de maus-tratos envolvendo duas crianças, de 7 e 10 anos, em uma residência de Vilhena.

Segundo os denunciantes, os moradores ouviam com frequência choros e gritos vindos do imóvel, inclusive durante a madrugada. Eles também relataram que os pais costumavam discutir ou repreender as crianças em tom elevado.

Antes de acionarem a polícia, os vizinhos disseram ter visto o menino de 10 anos chorando e ajoelhado dentro da casa, enquanto o pai gritava com ele. A situação levantou a suspeita de que a criança pudesse estar sendo submetida a agressões.

Quando a equipe policial chegou ao endereço, o pai já havia deixado o imóvel para trabalhar. A mãe foi comunicada sobre a denúncia e, durante a conversa com os policiais, admitiu ter aplicado um castigo físico nos filhos naquele mesmo dia.

Conforme o relato da mulher, as crianças seriam desobedientes e costumariam fazer “artes”. Durante a verificação, os militares encontraram marcas avermelhadas nas pernas e na região da cintura do menino. Uma corda foi localizada dentro da residência. O objeto teria sido utilizado para aplicar o castigo.

A criança contou ainda que havia apanhado do pai e que foi obrigada a permanecer de joelhos. O “castigo” teria acontecido depois que o menino pegou um refrigerante que estava na geladeira, contrariando uma orientação dada pelo pai. A irmã, de 7 anos, não teria recebido o mesmo castigo.

A mãe informou aos policiais que os dois filhos possuem diagnóstico relacionado ao espectro autista e apresentam comportamento considerado hiperativo. Ela relatou também que a filha costuma resistir durante o banho, situação que, segundo a responsável, provoca crises de choro e gritos que acabam sendo ouvidos pelos vizinhos.

Após a constatação dos indícios, a mulher foi conduzida à Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP) para prestar esclarecimentos e acompanhar o registro da ocorrência. O pai também deverá ser ouvido durante a investigação, já que foi apontado pelo próprio filho como responsável pelas agressões.

O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que ficará responsável por apurar as circunstâncias da denúncia e analisar os relatos, as marcas encontradas no menino e os demais elementos registrados durante a ocorrência.