Multa de até R$ 29 mil e 10 anos sem CNH: lei pode apertar o cerco contra motoristas bêbados

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Um projeto que pode tornar ainda mais rígidas as punições para quem dirige após consumir álcool está em análise no Congresso Nacional e vem chamando atenção pelo peso das penalidades previstas. A proposta mira principalmente motoristas que se envolvem em acidentes com vítimas, elevando o rigor das sanções em situações mais graves.

Pelo texto, condutores que causarem acidentes com morte poderão ser penalizados com multas que chegam a aproximadamente R$ 29 mil, além de ficarem impedidos de dirigir por até 10 anos. A ideia é tratar esse tipo de conduta com mais severidade, diante das consequências irreversíveis que a combinação de álcool e direção pode provocar.

Nos casos em que o acidente resulte em lesões graves ou invalidez permanente, o projeto também prevê punições mais duras. As multas seriam significativamente maiores do que as atuais, acompanhadas da suspensão do direito de dirigir por vários anos.

Outro ponto que chama atenção é a responsabilização direta do motorista pelos danos causados. A proposta abre espaço para que o condutor arque com custos médicos e indenizações às vítimas, ampliando o impacto financeiro além das penalidades administrativas.

Apesar da repercussão, as novas regras ainda não estão valendo. O projeto segue em tramitação e precisa passar por etapas de votação antes de qualquer mudança entrar em vigor. Enquanto isso, continuam valendo as normas atuais da Lei Seca.

A discussão ganha força em meio aos altos índices de acidentes de trânsito registrados no país, muitos deles ligados ao consumo de álcool. Caso avance, a proposta pode representar uma mudança significativa na forma como esse tipo de infração é tratado no Brasil.