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Hospital limita número de visitas após casos confirmados de meningite em Vilhena

A medida é para evitar risco de proliferação da doença

Vice-diretor clínico do HRV, André Oliveira. (Foto: Renato Spagnol)

O corpo clínico e a direção do Hospital Regional de Vilhena (HRV) decidiram limitar temporariamente as visitas e acompanhantes para pacientes internados na unidade, após o alerta de risco de surto de meningite no município. A medida é para evitar o risco de proliferação da doença contagiosa, já que os pacientes diagnosticados são tratados no hospital.

Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 17 de fevereiro, o vice-diretor clínico do HRV, André Oliveira, confirmou que uma criança de 4 anos e outra de 10 foram diagnosticadas com meningite. Elas permanecem em tratamento numa área de isolamento do hospital. “Após 24 horas de antibióticos a pessoa [infectada] já não transmite a doença, esses dois pacientes permanecem isolados e devem receber alta amanhã [terça-feira] ou depois”, declarou André Oliveira.

O 3° caso suspeito, de um aluno de escola particular da zona urbana, foi descartado. Os casos até agora confirmados são da zona rural.

Os principais sinais e sintomas da meningite bacteriana costumam se manifestar rapidamente e podem incluir:

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Febre alta e calafrios.
Alterações do estado mental.
Náusea e vômitos.
Áreas roxas, como machucados.
Erupções, pontos vermelhos.
Sensibilidade à luz (fotofobia)
Dor de cabeça forte.
Pescoço rígido (meningismo).

Crianças que apresentarem sinais e sintomas da doença não devem ser mandadas para a escola. O pai ou responsável deve procurar a unidade básica de saúde mais próxima de casa para receber orientação médica. De acordo com o médico André Oliveira, algumas pessoas podem transportar essas bactérias dentro ou sobre seus corpos sem estarem doentes. Essas pessoas são chamadas de “portadoras”. A maioria dessas pessoas não adoece, mas ainda assim pode espalhar as bactérias para outras pessoas.

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