Homem investigado por suposta transmissão intencional de HIV a mulheres é preso em Porto Velho

Polícia Civil apura denúncias de que investigado teria omitido diagnóstico durante relacionamentos; quatro possíveis vítimas foram identificadas até o momento

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Uma investigação conduzida pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Porto Velho resultou na prisão de um homem suspeito de ter transmitido deliberadamente o vírus HIV a mulheres com quem manteve relações íntimas. Até o momento, quatro possíveis vítimas foram identificadas pelas autoridades.

O mandado de prisão foi cumprido na quarta-feira (10) por equipes da Polícia Civil de Rondônia. A medida foi autorizada pela Justiça durante o andamento das investigações, que apuram um possível crime de lesão corporal de natureza gravíssima.

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil, há indícios de que o investigado tinha conhecimento prévio de sua condição sorológica e, mesmo assim, teria mantido relações sexuais sem comunicar adequadamente às parceiras sobre o diagnóstico e os riscos envolvidos.

Durante a investigação, foram reunidos documentos, exames laboratoriais, prontuários médicos e depoimentos que, segundo os investigadores, apontam para a possível repetição da conduta em diferentes situações.

Com o cumprimento da prisão, as diligências prosseguem para esclarecer todos os detalhes do caso e verificar se existem outras possíveis vítimas que ainda não foram identificadas.

A Polícia Civil orienta que mulheres que tenham mantido relacionamento afetivo, íntimo ou contato sexual com o investigado e possuam informações que possam contribuir com as investigações procurem a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Porto Velho.

Segundo a corporação, todas as informações repassadas serão tratadas com absoluto sigilo, garantindo a preservação da identidade, da intimidade e da segurança das pessoas envolvidas.

O caso segue sob investigação e os fatos serão analisados pelas autoridades competentes ao longo do processo judicial.