Carro parado na frente de comércio motiva briga de empresária com servidora pública em Vilhena

Automóvel de professora foi danificado

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Comerciante queria delimitar o espaço público como estacionamento privativo, mas a prática é ilegal. (Foto: Captura de ecrã – Google Street View)

Uma confusão envolvendo vaga de estacionamento terminou em ofensas e um veículo danificado na rua Domingos Linhares, área central de Vilhena, na manhã desta terça-feira, 28 de julho. Uma professora da rede estadual e uma comerciante se desentenderam e a situação virou caso de polícia.

Segundo testemunhas, uma professora da Escola Estadual Marizete Mendes de Oliveira deixou o carro estacionado em frente a um estabelecimento comercial e entrou na escola.

Momentos depois a dona do comércio, enfurecida, foi até a escola, entrou na sala onde a educadora trabalhava e exigiu que o carro fosse removido do local. A professora recusou alegando que o veículo estava parado em local público.

Antes de deixar as dependências da escola a comerciante teria ironizado o serviço público: “só podia ser funcionária pública pra ter uma atitude como essa”, teria comentado a comerciante.

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No final do expediente a professora encontrou a lataria do carro riscada e um prego apoiado em um pneu dianteiro. Um construtor de obras, que trabalha a poucos metros da escola, testemunhou que a comerciante foi na obra e pediu quatro pregos. No entanto, ele não confirmou se os danos no veículo foram provocados pela comerciante. A professora decidiu acionar a Polícia Militar e denunciar o caso. Segundo a PM, a comerciante não foi encontrada na loja.

De acordo com a SEMTRAN (Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito), comerciantes não podem destinar toda a frente de sua propriedade para estacionamento privativo, pois estaria privando o cidadão comum de estacionar na via pública. Ao querer forçar a professora a remover o carro da frente da loja a mulher ignorou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) que proíbe estacionamento privativo para clientes.

Em janeiro deste ano o Vilhena Notícias denunciou que comerciantes na cidade estavam fazendo uso de cones ou outras barreiras na frente de estabelecimentos comerciais para delimitar um espaço público como estacionamento privativo. Uma prática ilegal que infringe a Resolução 302 de 2008, do Contran, que define e regulamenta as áreas de segurança e de estacionamentos específicos de veículos.

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