Agentes de saúde ameaçam abaixo-assinado contra possível nomeação de controladora de posto de saúde, servidora explica o caso

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As opiniões sobre a técnica de enfermagem e servidora do município de Vilhena, Weslaine Amorim, são bem divididas no meio público e na área da saúde. Há quem goste e aprove, como também há quem desaprove e prefira manter distância dela.

Segundo a servidora, ela é uma pessoa de opinião forte que defende o que pensa, e por isso, muitas pessoas não gostam dela, porém nos últimos meses ela diz que tem sofrido pressão política.

Nesta quinta-feira, 09 de abril, vários áudios atribuídos a agentes de saúde e também prints de conversas entre médicas e o secretário de saúde de Vilhena, Afonso Emerick, foram divulgados nas redes sociais. O teor das mídias expõe a insatisfação dos profissionais em relação a uma possível nomeação de Weslaine Amorim para o cargo de controladora da Unidade Básica de Saúde (UBS) do setor 12.

Há agentes de saúde que dizem que farão abaixo-assinado, e que mesmo assim, se ela assumir a UBS irão pedir demissão. Toda a rejeição ao nome da servidora seria por conta do relacionamento e trato social de Weslaine com demais colegas da saúde, ser conhecida como um espiã política, e também por ela não ter curso superior, o que seria requisito para assumir o cargo de chefia da UBS.

O OUTRO LADO

Weslaine disse ao VILHENA NOTÍCIAS que não entende tanto receio em relação ao seu nome, e tão pouco o questionamento em relação a sua convocação como concursada.

“De repente nós tratamos as pessoas como elas nos tratam e por isso podem me achar rude. As pessoas se preocupam com coisas tão pequenas, não existe nada sobre eu assumir a chefia de UBS, houve sim uma conversa no passado, mas agora eu estou preocupada em assumir em definitivo o meu cargo como concursada”, explica Weslaine.

Sobre o concurso para técnica em enfermagem que haveria apenas 40 vagas, no entanto, ela se classificando em 85º e mesmo assim foi chamada, Weslaine explica que é uma recomendação do TCE, “O Tribunal de Contas recomendou que não houvesse contratações de emergenciais, quando houvessem quadro de pessoas concursadas a serem chamadas, por isso a prefeitura atendendo ao TCE, encerrou os contratos emergenciais das técnicas em enfermagem e chamou 88 técnicas em enfermagem para assumirem seus cargos, por isso eu fui chamada. A mesma coisa aconteceu no concurso feito na época do prefeito José Rover, mas eu não fiz aquele concurso”, disse.

CEDÊNCIA E BRIGA POLÍTICA

Weslaine era concursada na prefeitura de Colorado do Oeste, mas conseguiu cedência que foi aprovada pela Câmara de Vereadores, para atuar na prefeitura de Vilhena como técnica de enfermagem.

No entanto, agora ela passou no concurso da prefeitura de Vilhena e está assumindo sua vaga como concursada da prefeitura de Vilhena.

A sua cedência foi questionada pelo vereador Samir Ali (PODEMOS), que inclusive questionou a atuação dela dentro da área da saúde. Segundo o vereador ela era uma espécie de “Milícia Virtual” de Eduardo Japonês, já que ficava defendendo o prefeito nas redes sociais e ninguém sabia se o trabalho dela era nas redes sociais ou no Hospital Regional.

Weslaine rebate o caso dizendo que é uma questão política e não pessoal, “É um fato que Samir é pré-candidato a prefeito de Vilhena e por isso não vai gostar de ser contrariado por quem apoia o prefeito como eu. Só que eu, na minha opinião, acho que o Eduardo fez uma boa gestão até agora e merece meu apoio, e o vereador deveria entender isso, mesmo sendo pré-candidato”, finalizou.

  Ouça um dos áudios divulgados nas redes sociais sobre o caso: