Na crise econômica do coronavírus, professores de artes marciais lançam manifesto com pedido de socorro à prefeitura

Os professores chamam a atenção para a perda financeira com a pandemia.

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Professores de artes marciais das mais renomadas escolas de Vilhena divulgaram nessa sexta-feira, 5 de março, uma carta-manifesto à Prefeitura Municipal pedindo diálogo e socorro financeiro.

Os professores chamam a atenção para a perda financeira com a pandemia e citam que “a ingerência municipal levou as entidades a uma situação crítica”. (Veja abaixo.)

Nós, professores de artes marciais do município de Vilhena, vimos através deste manifesto solicitar que a Prefeitura Municipal e o Comitê Municipal de Enfrentamento ao COVID viabilizem ajuda de custo para que possamos manter nossas academias abertas.

Desde março de 2020, nossas academias padecem, fechando e abrindo as portas, trabalhando com limitações impostas pelos decretos. A ingerência municipal nos levou a uma situação crítica: todo mês fechamos por força de decreto, deixando de receber nossas mensalidades e mantendo-nos obrigados a pagar nossos alugueis, impostos e contas de luz, água, etc.

Estas medidas paliativas da prefeitura surtiram pouco ou nenhum efeito, e privilegiaram algumas categorias e algumas empresas em detrimento de outras, e diante de tal situação, na qual nossos negócios foram sacrificados em benefício de outros, nossos clientes se apartaram.

Nossos negócios tiveram perdas de 60% a 80% da clientela. Ao longo de décadas auxiliamos o município ofertando atividade física, saúde, disciplina, formação de caráter e formando campeões que nos representam dentro e fora do estado, e neste momento a prefeitura virou as costas para nós, que tantos triunfos trouxemos para nossa cidade.

Foram centenas de campeões estaduais, dezenas de campeões nacionais e internacionais, levamos o nome de Vilhena aos pontos mais altos dos pódios no Estado, no Brasil e no Mundo.

O que pedimos aqui não é esmola, mas sim o reconhecimento de nossa história e de tudo que já fizemos pela cidade e pelos cidadãos que aqui residem. Nossas atividades afastam jovens das drogas, da criminalidade, ajudam a combater o bullying, auxiliam no rendimento escolar, disciplinam as crianças e os ensinam valores que serão carregados por toda a vida.

Senhores gestores, somos conhecedores do momento delicado e sabemos que também precisamos colaborar, mas queremos que olhem para nós com a mesma sensibilidade que olham para as agências bancárias, para as lojas da avenida Major Amarantes e para as indústrias. Não nos negamos a fechar as portas mais uma vez, o que pedimos é que nos auxilie a manter nossos dojos abertos para que, quando tudo isso passar, possamos receber nossos alunos e voltar ajudar nossa cidade a brilhar e a prosseguir com nossa missão de ajudar pais e mães a educarem seus filhos.

Certos de que podemos contar com sua atenção, despedimo-nos aguardando uma posição que não nos leve a falência.

A carta-manifesto é assinada por Sensei Alexandre Thomaz (Associação Bushidô de Jiu-Jitsu Sabonin), Josué Norberto (Academia Josué TKD), Sensei Flávio Gomes (Dojo Champions Club de Karatê), Sensei César Mumberger (Team Mumberger), Sensei André Mumberger (Team Mumberger Kru), Anderson Martins (Thai Fighters Sifu), Armando Filho (Instituto Mao Quan de Kung Fu), Sensei Bruno Viana (Team Viana), Sensei Bruna Vilela (Academia Pequeno Dragão) e Sensei Ana Nasta (Associação Yawara de Judô).