Moradora do Orleans se revolta com “campanha suja e barulhenta” em seu bairro

“Querem fazer política nova, fazendo politicagem velha”, disse a moça.

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Foto: Ilustrativa.

Uma consultora de vendas de 36 anos, moradora do bairro Orleans em Vilhena se revoltou com a passagem da comitiva do atual prefeito de Vilhena, Eduardo Japonês pelo seu bairro na manhã deste sábado, 17 de outubro.

A moça gravou um áudio onde explicitou toda sua indignação. A identidade da vendedora será mantida em sigilo, conforme seu pedido. O Vilhena Notícias entrou em contato com a vilhenense, que além de sua indignação, apontou soluções para uma campanha mais ‘humana’ em tempos de prevenção de contágio devido à pandemia mundial.

Ela conta que os “formiguinhas” de campanha que caminhavam junto aos pretendentes estavam “enchendo” as caixas de correios das casas com santinhos dos concorrentes. “Não importa se o morador queria receber ou não e deixando os restos pela rua. E não é só pelos santinhos, foi o conjunto da obra. Fogos de artifício, som alto. Minha vizinha pediu para não colocarem e eles colocaram mesmo assim. Tudo candidato do Japonês. Agora me diz, querem fazer política nova, fazendo politicagem velha. Não funciona”, disparou a moradora.

Desacreditada da política, a moça continuou: “Eu acho que tudo é um jogo de interesses. Agora, eu tenho que receber e conversar com pessoas que atuam na política a qualquer momento na minha casa ou comércio, sendo que se for o contrário, eu tenho que marcar hora ou ver a disponibilidade do político, quem sabe cerca-lo na rua para falar do meu problema. Já percebeu que nenhum político quer falar da Energisa? É dessa mesmice que as pessoas estão cansadas”, revoltou-se.

A moça disse que se tentassem lhe entregar “santinhos” recusaria. “Não entregaram por que não pego, cruzo os braços”.

Como fazer uma campanha diferente

Para a entrevistada é simples. “Estamos em meio a transformações digitais. Acho que nessa “Era” de Lives os políticos podem chegar de uma forma muito mais incisiva na casa do eleitor. Não tem mais espaço para política de pão e circo. Estão usando as mídias sociais de forma errada, por que não fazer um debate com perguntas ao vivo, selecionadas. Será medo de tocar em assuntos que não conseguem responder? Eu penso que eles não querem resolver problemas, querem apenas fazer política”, apontou.