Furioso ex-servidor da Prefeitura questiona porque Japonês não paga sua rescisão, mas quitou acerto de R$ 17 mil para ex-secretária da SEMAS

Servidor está querendo receber R$ 2 mil a cerca de dois anos.

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“Quando eu votei no Eduardo Japonês acreditei que ele era um homem sério e justo, mas agora é possível perceber que ele é só mais do mesmo. Ele pagou R$ 17 mil da rescisão da Patrícia da Glória, ex-secretária da SEMAS, mas a minha que não chega a R$ 2 mil estou lutando desde agosto de 2018”, disse um ex-servidor municipal do setor administrativo, que procurou o VILHENA NOTÍCIAS nesta manhã de terça-feira, 15 de setembro.

O servidor diz que se expor seu nome corre o risco de jamais receber sua rescisão, pois a gestão atual parece ser muito vingativa e se ele permanecer no poder ele estaria “enrolado”. Ele explica que acabou exonerado logo que o prefeito assumiu, após a eleição suplementar, que chegou a trabalhar em sua campanha e votou nele, com a esperança de uma cidade melhor, mas foi confundido como aliado da ex-prefeito Rosani Donadon.

“Olha, o Japonês fez algumas coisas boas para cidade, mas não saiu do lugar na maioria das mudanças que prometeu. Acho que ele ficou refém de alguém ou se contaminou com o poder. Hoje em dia, parece que só quem pode dar algo em troca tem valor. Estou reclamando, porque tem mês que falta para fazer um mercado ou pagar a energia”, comentou o hoje assistente administrativo em empresa privada.

O homem ainda diz não entender como pode haver, o que chamou de grande discrepância, ao se pagar a Patrícia da Glória (R$ 17 mil), Ricardo Zancan (R$ 19 mil) e outros tantos servidores que vão sair para disputar eleição e detrimento de pessoas que tem um valor menor a receber.

“Olha, foi dito que não haveria como pagar as rescisões para nós, porque a saúde do município estava precisando, mas agora parece que não tá mais precisando e nossas rescisões nada”, finalizou o ex-servidor que disse que pretende entrar na justiça para receber, mas terá que dar parte da rescisão a um advogado.