KANITAR OBERST: Procon deveria fiscalizar estabelecimentos que dizem vender picanha, mas enganam seus clientes

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Quem nunca com muita fome pediu um delivery, ou foi jantar fora e pediu aquele prato de picanha, mas na hora de degustar percebeu que a “picanha” na verdade estava um pouco diferente de uma verdadeira picanha.

Pois é, poucas pessoas entendem de cortes de carnes, a maioria sabe apenas comer. E na realidade isso ajuda muitos estabelecimentos a literalmente “passar a perna” no cliente. Isso já acontece faz tempo, mas com menos freqüência. Hoje com o preço das carnes nas alturas, parece que a situação está cada vez mais recorrente.

Eu mesmo, acredito que já tomei “tombo” por duas vezes nos últimos 30 dias. Não fiz o que deveria, que era devolver o produto, simplesmente me abstive de comprar novamente no local.

É uma sacanagem muito grande, já que quando a maioria das pessoas saem para comer seu prato ou seu lanche de picanha, estão investindo um grande valor junto com sua família. Algumas famílias podem fazer isso apenas uma vez por mês.

Existem diversos tipos de cortes e preparos de picanha, isso influencia muito no gosto, mas é fato que alguns estabelecimentos servem coxão-duro, contra-filé e até alcatra no lugar da picanha.

FISCALIZAÇÃO

O Procon de Vilhena deveria fazer uma “operação” com a ajuda de pelo menos três especialistas em carnes, para impelir alguns comerciantes a fazer esse absurdo com seus clientes.

Infelizmente, nem todos são inteligentes em entender que quando a picanha é boa e autentica, mesmo o preço sendo salgado, e mesmo durante toda essa crise, uma ou duas vezes por mês as pessoas irão pagar para comer um prato saboroso de verdade.

O que acalenta a alma é que quanto mais pessoas descobrem a falcatrua por suas próprias bocas, menos clientes quem dá o golpe tem.