Mulher, marido, filho e amigo são executados em chacina na saída de garimpo em MT

Grupo foi abordado e algemado por criminosos. Crime aconteceu no sábado (21), mas corpos foram achados na segunda-feira (23). Garimpo no local foi legalizado em julho de 2019.

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Foram mortos Elzilene Tavares Viana, de 41 anos, conhecida como Babalu, o filho dela, Luiz Felipe Viana Antônio da Silva, de 19 anos, o marido dela, Leôncio José Gomes, de 40 anos — Foto: Arquivo pessoal

Quatro pessoas foram assassinadas em uma chacina na saída do garimpo de Aripuanã no Mato Grosso, (a 455 km de Vilhena, no sábado, 21 de novembro. Desde que o garimpo no local foi legalizado, em julho de 2019, o número de homicídios aumentou quase 300%.

Foram mortos Elzilene Tavares Viana, de 41 anos, conhecida como Babalu; o filho dela, Luiz Felipe Viana Antônio da Silva, de 19 anos; o marido dela, Leôncio José Gomes, de 40 anos; e Jonas dos Santos, de 25 anos (que era garimpeiro).

A polícia não informou o que as vítimas faziam no local.

Os corpos foram encontrados nessa segunda-feira (23) depois que pessoas próximas procuraram a Polícia Civil para informar sobre o desaparecimento de Jonas, que era garimpeiro e não apareceu para o trabalho.

Moradores da região foram os primeiros a encontrar os corpos e chamar a polícia.
Segundo a investigação, as vítimas desciam a serra no garimpo às 9h de sábado (21) quando foram abordadas por quatro homens armados que bloquearam a estrada usando uma caminhonete.

As vítimas, então, foram algemadas, levadas para uma estrada, em direção ao município de Juína, e, em seguida, executadas.

Uma sobrevivente

Segundo o boletim de ocorrência, Jonas, o amigo, iria para Juína, a 737 km de Cuiabá, e pegou carona com a família.

Uma quinta pessoa que estava com o grupo sobreviveu. Segundo a polícia, a mulher não foi morta porque disse que estava grávida.

Após o crime, os suspeitos incendiaram um dos veículos e o fogo atingiu um dos corpos — os demais foram encontrados com ferimentos.

As investigações estão em andamento para identificar os suspeitos e esclarecer a motivação do crime. A sobrevivente ainda vai ser ouvida pela polícia.

O caso é investigado pela Polícia Civil. Nenhum suspeito foi preso ou identificado.

 

 

FONTE: G1