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Em Vilhena, campanha solidária busca arrecadar cabelo para pessoas com câncer

O projeto recebe doação de cabelos a partir de 10 centímetros por mecha, e todo tipo de cabelo é aceito

Foto: Reprodução

Começou há cerca de uma semana em Vilhena a campanha “Nem toda princesa usa coroa, algumas usam lenços”, que busca recolher doações de mechas de cabelo para confecção de perucas. Depois, as perucas serão doadas para mulheres e crianças que estão com câncer.

Também podem ser doados lenços e turbantes novos, que serão entregues às pacientes como uma ajuda para que elas mantenham a autoestima durante o tratamento. O projeto recebe doação de cabelos a partir de 10 centímetros por mecha, e todo tipo de cabelo é aceito. Cabeleireiros de diferentes salões de beleza da cidade se voluntariaram para a ação.

Uma das idealizadoras da campanha é a advogada e professora de prática jurídica, Maria Augusta de Carvalho, ela lembra que os interessados em doar devem ligar para os números (69) 9 9961-7423 (Uevertom Matos) ou ainda no (69) 9 8431-9275 (Maria Augusta) para agendar um horário nos salões que participam da campanha.

Ainda neste mês de novembro vai acontecer o “Dia D” da campanha. Vários salões de beleza vão se reunir no Park Shopping Vilhena para fazer a captação de cabelo. A data ainda será definida. Vale lembrar que antes de cortar, é necessário que o cabelo esteja lavado e seco. Não há restrição quanto ao tipo de cabelo a ser doado.

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“Brincadeira” em sala levou à ação

Uevertom Matos e Maria Augusta, à frente da campanha

A ideia surgiu durante uma aula ministrada a alunos da rede pública, pela advogada Maria Augusta. “Estávamos desenvolvendo uma atividade em alusão ao Outubro Rosa e a parir daí decidimos criar a campanha”, pontua Maria.

Os idealizadores reforçam que o mês de outubro, dedicado à conscientização da população sobre a necessidade do diagnóstico precoce para diminuir os impactos do tratamento na vida das mulheres que estão na luta contra o câncer de mama, passou, mas a luta pela vida continua. “Infelizmente, é fato que muitas mulheres já estão nesta luta e um dos principais impactos do tratamento, além do aspecto invasivo, é a destruição da autoestima. O corpo se modifica, os cabelos caem e nem sempre é possível manter a confiança durante todo o processo”. É pensando nisso que aluno e professora decidiram reunir parceiros para viabilizar a ação que busca colaborar com a recuperação da autoestima dessas mulheres e crianças em tratamento.

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