DARIA UM FILME: História do morador de SP que descobriu filha em Vilhena 22 anos depois é impressionante

Pai suspeita que a mãe da garota não permite que ela entre em contato com ele.

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Eduarda Pontes Correia. Foto: arquivo pessoal.

Através de uma postagem no Facebook, o Vilhena Notícias conheceu a história de Alecildo Ferreira, 43 anos, empresário do ramo gráfico e hoje morador da cidade de São José do Rio Preto -SP, que descobriu uma filha, residente em Vilhena, 22 anos depois do nascimento da garota.

Através do WhatsApp a redação conversou com Ferreira que contou todo o enredo da história que ele mesmo disse “dar um  filme”.

SEM DESPEDIDA

A trama começa em 1996 em Vilhena, quando, Alecildo então com 18 anos, conheceu uma adolescente que ele identificou por nome de Marilene. Os dois tiveram um breve relacionamento, interrompido pelo padrasto da garota, que certo dia de um ultimato em Alecildo dizendo que ele nunca mais veria a enteada dele. “Me lembro bem até do horário que fui à casa deles, eram 16h00. Nesse dia o padrasto da Marilene não me recebeu bem e disse que eu não deveria voltar mais a vê-la. Fui embora aos prantos e naquela época realmente não tinha como entrar em contato com ela. Nós nem nos despedimos”, contou.

Tempos depois da negativa de namoro, o jovem tomou um rumo inesperado até mesmo para ele. Partiu para a “cidade grande” e desembarcou em São José do Rio Preto, cidade que hoje tem quase meio milhão de habitantes e fica a cerca de 440 quilômetros da capital paulista.

Com o passar dos anos, Alecildo formou família. Ele, apesar de não ter filhos biológicos, é casado e sua esposa tem dois descendentes.

“Fui embora de Vilhena despreocupado. Não deixava naquele momento nada que me ligasse a ela (Marilene).”

Alecildo Ferreira. Foto: arquivo pessoal

Empresário no ramo de impressão de cartazes, o entrevistado conta que nunca mais conversou ou soube notícias da moça que ficara em Vilhena.

CONTATO INESPERADO

No ano de 2018, Alecildo recebeu uma ligação originada da cidade de Vilhena. Do outro lado da linha uma moça contou em detalhes momentos vividos por ele. “Eu fiquei em choque, mas pela riqueza de detalhes eu obviamente acreditei. Não havia como alguém saber de todas as coisas daquela forma”.

A ligação foi feita por Eduarda Pontes Correia, na época com 22 anos, que disse ser filha de Alecildo. Entre choro, multidão de perguntas e revelações sobre a vida um do outro, pai e filha, mesmo distantes, finalmente tinham um contato.

 “Passamos a conversar semanalmente. Eram muitas perguntas que os dois lados tinham. Enfim, eram mais de 20 anos de histórias”. Ela me contou sobre o dia em que fui praticamente expulso da casa lá em Vilhena. O motivo era que a Marilene estava grávida. Mas não me contaram sobre isso.”

CONTATO DIFICULTADO

Passada a euforia do encontro primário, o pai sentiu que, meses depois, a filha raramente entrava em contato com ele. Com o passar do tempo, os contatos cessaram.

“Eu desconfio que seja a mãe que impede que nós tenhamos contato. Eu quero ir para Vilhena fazer um exame de DNA, registrar minha filha com meu sobrenome e conhecer meu neto, por que ela me contou que já tem um filho. Inclusive o meu neto tem meu nome abreviado. Ele se chama Alef Ravi. (Alef seria uma junção de Alecildo Ferreira, acredita o avô).

Sem contato com a filha há algum tempo, Alecildo espera que através desta matéria possa retomar o acesso à Eduarda.