Coração perfurado por facada levou à morte de professora e policial civil em Rondônia

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A Polícia Civil de Rondônia divulgou, na segunda-feira (9), novas informações sobre as investigações envolvendo o assassinato da professora universitária e escrivã de polícia civil, Juliana de Matos Lima Santiago, de 41 anos. O crime ocorreu dentro de uma instituição de ensino superior particular, em Porto Velho.

Os esclarecimentos foram apresentados durante coletiva de imprensa conduzida pelo delegado-geral da Polícia Civil, Jeremias Mendes, e pela diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Leisaloma Carvalho. O objetivo foi atualizar a sociedade sobre o andamento do caso e combater informações falsas que circulavam nas redes sociais.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações tiveram início imediatamente após o crime, com a coleta de provas, oitivas de testemunhas e levantamento de informações sobre o suspeito. Ele foi preso logo após o ataque e teve a prisão convertida em preventiva durante audiência de custódia.

Durante depoimento, o investigado alegou que teria um relacionamento com a vítima. No entanto, essa versão foi descartada pelos investigadores. Testemunhas relataram que ele tentou se aproximar da professora em diversas ocasiões, mas sempre foi rejeitado por ela.

Segundo a apuração policial, o suspeito demonstrava frustração pela rejeição e apresentava comportamento possessivo em relação à vida pessoal da vítima. A polícia também afirmou que o crime não teve qualquer ligação com notas acadêmicas ou questões relacionadas à rotina da faculdade.

O ataque aconteceu no dia 6 de fevereiro, primeiro dia letivo do semestre. Juliana foi golpeada com uma faca dentro de uma sala de aula. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu antes de chegar ao hospital.

Laudo preliminar apontou que um dos golpes atingiu diretamente o coração da vítima, provocando uma hemorragia interna e um choque hipovolêmico, situação em que o organismo perde rapidamente a capacidade de manter a circulação sanguínea. Conforme a delegada Leisaloma Carvalho, embora tenham sido constatadas outras lesões, apenas o ferimento no tórax foi determinante para a morte.

Além de professora de Direito Penal, Juliana também atuava como escrivã da Polícia Civil, sendo bastante conhecida e respeitada no meio profissional. O caso está sendo tratado como feminicídio.

O prazo inicial para conclusão do inquérito policial é de até 10 dias. Nesse período, novas diligências continuam sendo realizadas para que o caso seja finalizado e encaminhado à Justiça com todas as provas necessárias.