BOMBA: Candidato a vereador fala que conhece como “funciona” pesquisas de instituto que mostra Japonês disparado na liderança

Instituto emite nota negando qualquer acusação.

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Na tarde desta sexta-feira, 23 de outubro, o candidato a vereador pelo Podemos, Joãozinho do Cristo Rei, procurou a redação do VILHENA NOTÍCIAS, com alguns de seus apoiadores, para falar que desqualifica as pesquisas do Instituto Haverroth de Política, Estatística e Comunicação (IHPEC).

Segundo o candidato, ele já fez parte da equipe do instituto e diz que sabe como funciona todo o processo, e garante que o resultados apresentados geralmente não são os reais.

“Eu trabalhei neste instituto, quando ainda era chamado de IRPE e sei como funciona tudo. Por isso, os resultados são sempre bem questionados por várias pessoas quando são divulgados. Eu não tenho como provar agora, mas fui testemunha ocular de muita coisa no IRPE”, argumentou o Joãozinho.

O candidato finaliza dizendo que é uma pena o processo eleitoral ainda passar por isso, “A população acaba vendo tudo mascarado, a justiça pouco pode fazer para coibir. Acho ruim para democracia, porque qualquer pesquisa influencia o eleitorado, e por isso deveria ser feita pela própria justiça eleitoral e não pode institutos. Como é feito hoje deveria acabar”, ressaltou Joãozinho.

O OUTRO LADO

O diretor do IHPEC, Dejanir Haverroth, questionado sobre a situação, emitiu uma nota ao site:

NOTA AO SITE

João Alves, o Joãozinho do Cristo Rei trabalhou de Freelance no IRPE, no início da década de 2000, como coletor de dados. Sua função se limitava a entrevistar pessoas nas ruas.

Jamais João participou de planejamento amostral, sistematização ou estratificação e jamais lançou dados no sistema ou fez tabulação. Nunca soube o porquê de estar entrevistando pessoas em determinada rua ou bairro. Percebe-se que Joãozinho está sendo usado por um grupo de pessoas com interesse em poder.

O IHPEC faz pesquisas para prefeito em Vilhena desde a eleição de 2000, e jamais errou os números, se considerarmos as pesquisas publicadas nas ultimas semanas. Nossa margem de erro, aferida nas urnas, chegou a menos de 1,0% na maioria das eleições. Nosso intervalo de confiança é de 95%, igual aos maiores institutos de pesquisas que se conhece.

Quanto ao Joãozinho, é lamentável a falta de sabedoria em seu posicionamento. Seus amigos “políticos” vão desaparecer após as eleições, e o IHPEC estará comemorando um ano de acertos em pesquisas realizadas em 126 municípios Brasil afora. E Joãozinho está convidado a comemorar conosco. Com certeza aqui ele tem amigos de verdade, que jamais o trairiam por um punhado de moedas ou por política.

Dejanir Haverroth
Jornalista do IHPEC