Banco Central amplia proteção do Pix e agiliza devolução de dinheiro em casos de fraude

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Entrou em vigor nesta semana uma nova atualização nas regras de segurança do Pix que promete tornar mais rápido o bloqueio e a recuperação de valores transferidos em golpes. As mudanças foram determinadas pelo Banco Central e ampliam o alcance do Mecanismo Especial de Devolução (MED).

Com a nova norma, todas as instituições financeiras que operam o Pix passam a ser obrigadas a utilizar o MED na versão 2.0. A ferramenta permite bloquear e devolver dinheiro enviado de forma irregular quando houver suspeita de fraude ou erro operacional. O mecanismo, no entanto, não vale para situações em que o próprio usuário informa dados errados na hora da transferência.

Uma das principais novidades é o bloqueio automático de contas denunciadas. Antes era necessário aguardar uma análise prévia, agora o congelamento pode ocorrer de imediato, evitando que o dinheiro seja transferido para outras contas e dificultando o rastreamento. O sistema também passa a acompanhar o percurso dos valores mesmo após várias movimentações.

Outra mudança importante é a redução do prazo para devolução do dinheiro. O tempo máximo caiu de até 80 dias para apenas 11 dias. Segundo o Banco Central, a expectativa é que as novas medidas diminuam em até 40% o número de golpes bem-sucedidos.

Desde outubro, os aplicativos bancários já contam com um botão de contestação do Pix, que permite ao cliente solicitar a devolução sem precisar de atendimento presencial. Em caso de golpe, a orientação é registrar a reclamação o mais rápido possível para que o bloqueio seja feito em até 30 minutos. Se a fraude for confirmada, o valor retorna para a vítima, caso contrário, o dinheiro é liberado ao destinatário.