Advogado denuncia divulgação indevida de foto da filha em boatos ligados a caso de estupro e promete acionar a Justiça em Vilhena

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O pai de uma jovem, que também atua como advogado, procurou a redação para denunciar a circulação de informações falsas em grupos de WhatsApp em Vilhena. Segundo ele, a imagem e o nome de sua filha estariam sendo compartilhados indevidamente em publicações que tentam relacioná-la a um caso de estupro investigado recentemente na cidade.

De acordo com o relato do representante legal da família, algumas pessoas, entre elas estudantes universitários, estariam disseminando mensagens e fotografias da jovem nas redes sociais, tentando associá-la ao episódio ocorrido no dia 12 de fevereiro, quando uma estudante teria sido vítima de violência sexual.

O advogado afirma que a acusação é falsa e apresentou à reportagem informações que, segundo ele, comprovam que a filha não teve qualquer envolvimento com o caso.

Comemoração de aniversário na noite do crime

Conforme o pai relatou, na data em que o crime teria ocorrido a jovem estava em casa comemorando seu aniversário ao lado de familiares e amigos próximos.

Segundo ele, a celebração aconteceu na própria residência da família e teria sido registrada por vídeos e imagens. Ainda conforme o relato, a vítima do estupro teria sido convidada para a comemoração, mas não compareceu ao evento.

Provas apresentadas pela família

O advogado afirma possuir um conjunto de elementos que, segundo ele, comprovam que a filha permaneceu em casa durante toda a noite.

Entre as evidências citadas estão registros em vídeo da comemoração, possíveis imagens de câmeras de segurança de residências vizinhas e testemunhos de familiares e convidados que estavam presentes na festa.

Ainda segundo o pai, a jovem decidiu voluntariamente realizar exames laboratoriais para demonstrar que não teve envolvimento com qualquer situação relacionada às acusações que circulam nas redes sociais.

Possível responsabilização de quem compartilha boatos

O advogado informou que já reuniu capturas de tela de mensagens e publicações feitas em aplicativos e redes sociais. Segundo ele, essas provas deverão ser utilizadas para identificar os responsáveis pelas divulgações.

De acordo com o representante da família, as pessoas que estiverem compartilhando ou republicando as informações poderão responder judicialmente por crimes contra a honra, além de possíveis ações de indenização por danos morais.

A família afirma que pretende procurar as autoridades e adotar as medidas legais cabíveis para responsabilizar os autores das publicações. O caso poderá ser levado à Polícia Civil para apuração.