Homem que matou namorado da ex, em Chupinguaia, é indiciado por homicídio qualificado

Os parentes da vítima acreditam que Edson poderia ter sido salvo se a polícia tivesse agido logo que o número de emergência da polícia foi acionado.

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Quando os policiais chegaram na casa, cerca de 40 minutos depois do primeiro chamado, Edson já havia sido esfaqueado.

O suspeito de matar a facadas o trabalhador braçal Edson Alves de Oliveira, de 35 anos, foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio qualificado e invasão de domicílio. O crime foi registrado no dia 1º de fevereiro de 2016, na rua Elias José da Silva, em Chupinguaia. O inquérito sobre o caso foi concluído no mês passado.

O delegado Nubio Lopes de Oliveira, que investigou o caso, conta que o suspeito foi à 1 da madrugada até o endereço onde a ex-mulher morava armado com uma faca, e começou a bater na porta pedindo para que ela entregasse o filho dele. Segundo o delegado, o suspeito teria arrombado a porta e ferido o atual companheiro da ex com várias facadas.

Após o crime, o suspeito fugiu em uma motocicleta e a mulher pediu ajuda a vizinhos. A vítima foi socorrida até a unidade de saúde do município e depois encaminhada para o Hospital Regional de Vilhena, onde morreu na madrugada do dia 3 de fevereiro.

Polícia demorou para atender chamado, dizem testemunhas

Na apuração investigativa ficou demonstrado, com base em testemunhos da namorada de Edson e de vizinhos do casal, que a Polícia Militar de Chupinguaia demorou muito tempo para ir atender a ocorrência.

Conforme o delegado Nubio Lopes, antes de conseguir invadir o imóvel o suspeito forçou a porta com socos e chutes por 15 minutos. “Nesse tempo houve muita gritaria e pedidos de socorro”, disse o delegado.

“Os vizinhos escutaram os pedidos de ajuda e ligaram para a Polícia Militar, que demorou muito para chegar na casa”, revelou o delegado em entrevista coletiva nesta quarta-feira, 30 de setembro.

Quando os policiais chegaram na casa, cerca de 40 minutos depois do primeiro chamado, de acordo com as testemunhas, Edson já havia sido esfaqueado. Ele passou quase meia hora deitado na varanda da casa com as vísceras expostas.

Os parentes da vítima acreditam que Edson poderia ter sido salvo se a polícia tivesse agido logo que o número de emergência da polícia foi acionado.

Com a conclusão do inquérito o caso foi enviado ao Poder Judiciária de Rondônia. O suspeito, que hoje tem 40 anos, deverá ser denunciado. Ele responde ao processo em liberdade.