Com Porto Velho batendo recordes de caso de Covid-19, uma cena insólita aconteceu na Unidade de Assistência Médica Intensiva -AMI, localizada no bairro Caladinho. Uma servidora, cuja identidade não foi revelada, abriu uma mala e começou a marretar jalecos para médicos e enfermeiros. Além do barulho, os próprios profissionais estavam passando de mão em mão os acessórios de Saúde, mesmo com a orientação para evitar aglomeração e manter distanciamento. O caso foi relatado pelo jornalista Carlos Macena, marido de uma paciente internada na UTI da AMI, acometida com AVC.
Visitas suspensas
Após a denúncia veiculada em órgãos de imprensa, a direção da AMI resolveu suspender as visitas aos pacientes internados na UTI. “É uma inversão de valores. Em vez de afastar o comércio do local e punir essa servidora, a unidade resolve punir quem fez a denúncia porque não poderei mais visitar minha esposa”, disse ele. Ela está internada há mais de 20 dias e apresentou melhoras. Macena pretende levar o caso ao Ministério Público. A direção da AMI não se pronunciou sobre o assunto.
Fonte: Rondônia Agora