
O ano de 2020 com toda certeza ficará marcado na história de toda humanidade, como um dos anos mais trágicos e conturbados, desde que o mundo é mundo. Em Vilhena não é diferente, e neste período eleitoral, a cidade está vivendo um enredo digno das atribulações deste ano.
Em 58 dias, o eleitor vilhenense terá finalmente que decidir qual será o prefeito que governará o município pelos próximos quatro anos, a partir de 1º de janeiro de 2021.
O prazo da realização das convenções partidárias para deliberar sobre coligações e escolher os candidatos que disputarão as eleições municipais de 2020 terminou na quarta-feira, 16 de setembro. Em Vilhena, ao menos cinco nomes devem disputar a cadeira de chefe do executivo municipal no pleito de novembro próximo.
O VILHENA NOTÍCIAS fez um resumo dos últimos acontecimentos políticos na cidade, que demostram que a escalada eleitoral, se transformou numa verdadeira “zona eleitoral”:
Antes ignorados, os vices agora são protagonistas
Nas eleições municipais para o Executivo, as atenções estão quase sempre voltadas para os candidatos titulares das chapas concorrentes. Afinal, são essas pessoas que assumirão o cargo de prefeito, caso sejam eleitas. Mas o que muitos esquecem é que ao lado de cada um desses candidatos encontramos uma figura ilustre: o candidato a vice-prefeito. A existência dessa figura política é muitas vezes ignorada, o que é problemático, já que ela pode alavancar uma candidatura, ou simplesmente “afundá-la” antes mesmo das campanhas eleitorais.

Japonês mantém mistério sobre indicação de seu vice
A confirmação do nome de Eduardo Japonês como candidato à reeleição pela prefeitura de Vilhena era esperada e foi aprovada na última quarta-feira na convenção do Partido Verde. O mistério sobre a escolha do vice, mantido no mais absoluto sigilo até o último minuto, foi revelado durante a convenção. Patrícia Aparecida da Glória, filiada ao PV, foi a escolha do atual mandatário municipal. O nome dela foi aprovado por aclamação. Graduada em Serviço Social, ela foi secretária de Assistência Social do município na gestão de Eduardo Japonês.
O verdista conseguiu fechar acordo com sete partidos (PSDB, PDT, PP, PROS, PL, PSD e PTB).

Após “bater cabeça”, Rosani Donadon (PSC) desiste de candidatura em Vilhena
A Convenção do Partido Social Cristão (PSC), articulada em conjunto com líderes do Democratas, para a escolha do candidato a prefeito e vice-prefeito na chapa majoritária de Vilhena, não teve um desfecho bom.
Escolhido em cima da hora pelo DEM para ser vice de Rosani Donadon (PSC) na chapa que disputaria a prefeitura de Vilhena, o administrador Simon Bolívar Comiran, um anônimo no campo político, anunciou, menos de 24 horas após a convenção, que não entraria na disputa nas eleições municipais de 2020. O recuo dele aconteceu poucas horas após o Vilhena Notícias revelar uma publicação em que ele hipoteca apoio à reeleição de Eduardo Japonês, principal adversário político de Rosani Donadon.
Não bastasse a desistência, que ele mesmo havia autorizado durante a convenção, o administrador “ioiô” procurou veículos de imprensa, um dia depois da convenção e declarou que “se fosse para ser vice eu aceitaria do japonês”.
A revelação caiu como uma bomba no colo de Rosani. Nesta quinta-feira, à noite, ela comunicou que não disputara o pleito e retirou sua candidatura.
Para interlocutores políticos do clã Donadon, Rosani teria sido vítima de um complô orquestrado por Darci Cerutti, principal figura política do DEM no município. O que Darci nega veementemente.
Na condição de anonimato, um correligionário de Rosani disse que “Darci agiu para desgastar a imagem dela” antes mesmo da campanha eleitoral. “Todos sabíamos que o Comiran flertava com a administração do Eduardo. O PSC não deveria ter aceito a indicação dele e ficado sem apoio do DEM nessa eleição, seria o certo a fazer”, disse uma pessoa próxima da ex-prefeita.
Com a desistência de Rosani, PSC, PMN e MDB anunciaram, na noite de ontem, apoio à candidatura do coronel Rildo Flores em Vilhena.
Existe ainda a possibilidade da deputada estadual Rosangela Donadon (PDT) se lançar candidata, como antecipou está página ontem à noite. (Veja aqui.) Para que isso aconteça o presidente da sigla em Rondônia, o senador Acir Gurgacz, precisa derrubar a ata municipal do partido que oficializou na convenção realizada essa semana apoio à candidatura à reeleição de Eduardo Japonês. Assim, o atual prefeito perderia apoio e o clã Donadon entraria novamente na disputa.

Empresário recua de disputa
No último mês de agosto Darci Cerutti visitou a redação do Vilhena Notícias para anunciar sua pré-candidatura à prefeitura de Vilhena e expor que tinha o apoio de muitas pessoas e lideranças em torno de seu nome. A dobradinha seria com o professor Miguel Camara, do Partido Socialista Brasileiro (PSB).
Nessa semana, às vésperas das convenções, Cerutti desistiu da candidatura e não explicou formalmente as motivações.

Ignorado pelo DEMOCRATAS, Miguel Camara deve se lançar candidato a prefeito
O PSB de Miguel Camara lançou chapa ‘puro-sangue’ com uma mulher como vice-candidata.
Em uma rede social, o próprio Camara anunciou que seu nome e o da correligionária Ana Parecida Feitosa, pedagoga, foram aprovados na convenção do partido realizada essa semana.
O partido lançou uma nominata com 20 candidatos ao cargo de vereador para as eleições de 2020.
Outras frentes na disputa eleitoral

O Podemos oficializou em convenção partidária realizada na quarta-feira, 16 de setembro, a candidatura do coronel da Polícia Militar Rildo Flores à prefeitura de Vilhena para as eleições municipais de 2020. O candidato a vice-prefeito é o médico Celso Eduardo Machado, também do Podemos.
Assim como Rildo Flores e Celso Machado, outros dois estreantes na disputa são o empresário Paulinho da Argamazon (PRB) que terá como vice o 1º tenente do Corpo de Bombeiros Militar de Vilhena, Luiz Antonio Bueno Thomaz, conhecido como “Tenente Bueno”.

Tenente Bueno e Paulinho da Argamazon
Aos 47 do segundo tempo
Existe ainda a possibilidade da deputada estadual Rosangela Donadon (PDT) se lançar candidata, como antecipou está página ontem à noite. (Veja aqui.)
Para que isso aconteça o presidente da sigla em Rondônia, o senador Acir Gurgacz, precisa derrubar a ata municipal do partido que foi oficializada na convenção, realizada na quarta-feira, que hipotecou apoio à reeleição de Eduardo Japonês.
Se acontecer, o atual prefeito perderia apoio do PDT e o clã Donadon entraria novamente na disputa.
Que zona é essa?
“Da suruba eleitoral pra zona eleitoral, basta um passo!”, assim escreveu a Mídia Ninja.
E nessa suruba eleitoral, qual é a sua ZONA ELEITORAL?










