Facilidade de “rachadinha” com o uso do Fundo Eleitoral para despesa não eleitoral, pode explicar elevado número de candidatos tanto na Capital e interior

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Contratos de serviços “ditos” prestados, mas na verdade são utilizados para “drenar”‘, “alimentar” o ilícito, popularmente nominado de “bate e volta” financeiro, conhecida por “rachadinha”, poderá constar no topo das denúncias nas eleições de 2020,  repetindo o que ocorreu nas eleições de 2018 quando várias  representações apresentadas à Justiça Eleitoral pelo advogado Caetano Neto, presidente da Associação de Defesa da Cidadania em Rondônia.

Caetano identificou nos documentos de vários candidatos na prestação de contas, desde o cargo de governador, senador e deputado federal, vários, respondem por indícios e evidências, no uso dos recursos do Fundo Eleitoral para pagamento de despesas e ou dívidas pessoais com cobertura de documentos(notas fiscais e contratos) maquiados para uso eleitoral.

Segundo Caetano, ” Nas eleições de 2018, alguns candidatos firmaram contrato com agências de marketing para produção de “spot” inserção de 30″ para propaganda eleitoral na TV ao custo de R$ 800 mil reais para atender 80 inserções, sendo que o valor cotado no mercado a nível nacional não ultrapassa 150 mil reais.

Vários deles foram denunciados, desde um senador eleito, dois senadores não eleitos, um deputado e uma deputada federal e vários estaduais, todos de Rondônia, pela nossa entidade e respondem junto à Justiça Eleitoral.

O elevado número de candidatos para prefeitura da Capital e também no interior,  sendo vários deles, presidente estadual da própria sigla partidária, no caos de não haver forte fiscalização, o interesse do “tilintar” dos milhares e milhares de reais, em alguns casos, chega aos milhões de reais do recurso público, crédtio na conta campanha sem nenhum esforço, bastando para isso,  registrar a candidatura, podemos assistir o que  ocorreu nas eleições de  2018 e agora pior com a inovação no uso do Fundo Eleitoral (Lei n. 13.877 de 2019), onde permite realizar despesas eleitorais para prestação de serviços advocatícios, e no caso de haver contratos que não representam serviços prestados, o que não faz parte da advocacia ética, de certo, haveremos de constatar a “farra” de milhares de reais com a “rachadinha” entre candidatos e prestadores. ”

 

 

FONTE: RONDÔNIA DINÂMICA