
O presidente da Câmara, Ronildo Macedo (PV), chamou o secretário de Educação da Prefeitura de Vilhena, Edson Willian Braga, de “mentiroso” na cadeira da presidência do Legislativo nesta terça-feira, 5 de maio, quando fez uso da palavra para falar sobre supostas irregularidades na distribuição de cestas básicas que são destinadas a famílias em vulnerabilidade social do município. A sessão foi transmitida ao vivo pelo Facebook da Câmara e o discurso foi feito num tom de voz que não é o habitual de Macedo, que chegou a ser bastante ríspido em alguns momentos.
Em tom agressivo e postura de inquisidor Macedo ofendeu o secretário e, após chamá-lo de mentiroso por várias vezes, disse que sua presencia ali era estarrecedora.
Já o vereador Carlos Suchi (Podemos) usou um tom diplomático para dizer que o secretário faltou com a verdade para proteger o prefeito Eduardo Japonês (PV). “O prefeito tem responsabilidade sobre essas irregularidades”, destacou Suchi. (Assista a íntegra da sessão no link https://www.facebook.com/camaradevilhena.)
Secretário confessa irregularidades
A convocação do secretário foi sessão ordinária do dia 22 de abril. O vereador Samir Ali disse da tribuna que tinha recebido denúncias que apontam supostas irregularidades na distribuição de cestas básicas, em época de Covid-19, por parte da Secretaria Municipal de Educação.
Na sabatina, o secretário Edson Braga confessou ter entregue quatro cestas, porém, fora dos protocolos de controle da própria Semed, para “atender pessoas que passavam fome”. Ele confirmou ainda que a ex-secretária da pasta e atual pré-candidata a vereadora, a professora Vivian Repessold, acompanhou as entregas.
Os vereadores apuram se Edson Braga e Vivian Repessold atuaram com fins eleitoreiros. A entrega de cestas foi em veículos particulares o que reforça o fim eleitoreiro, segundo os vereadores.
A estimativa é que mais de 5 mil cestas básicas sejam entregues a famílias de alunos da rede pública municipal de ensino, devido a suspensão das aulas por causa da pandemia de coronavírus. Se comprovado o prejuízo ao patrimônio municipal pode implicar na reposição do bem, na aplicação de penalidades disciplinares, e, ainda, eventual processo na esfera criminal.









