Notícia publicada às 10:20:52 - 12/07/2018 e lida: 574 vezes   
    
  
  
Projeto da UNIR desenvolve mapa digital sobre os resquícios da ditadura militar em Vilhena
Projeto propõe reflexão das homenagens aos ditadores em Vilhena

Projeto da UNIR desenvolve mapa digital sobre os resquícios da ditadura militar em Vilhena
Projeto da UNIR desenvolve mapa digital sobre os resquícios da ditadura militar em Vilhena
Foto: Reprodução/ditaduraemvilhena.unir.br

Por
Assessoria

O site Ditadura em Vilhena (http://www.ditaduraemvilhena.unir.br) evidencia os espaços públicos da cidade que são consagrados aos ditadores militares, de 1964 até 1985. A página possui um mapa da cidade com esses lugares, além de oferecer informações sobre esses personagens e de situar o conhecimento dos vilhenenses que se relacionam com eles. O trabalho é resultado dos projetos de pesquisa e de extensão do Departamento de Jornalismo da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), que contaram com um total de cinco bolsas para estudantes.

A produção do site exigiu o recolhimento de documentos públicos sobre esses lugares e a entrevista de 120 pessoas. 108 são moradores das ruas Castelo Branco, Costa e Silva e Presidente Médici, o equivalente a 50% das habitações nestes logradouros, e 12 são funcionários da Escola Municipal de Ensino Fundamental Castelo Branco. Um dos pontos mais alarmantes encontrados com as entrevistas foi o notório desconhecimento da população sobre esse período histórico do Brasil, até por profissionais destinados à educação no município.

Mesmo após mais de 30 anos do fim da ditadura militar, abordar criticamente aspectos desse período ainda é difícil, pois alguns que sofreram com ele preferem esquecê-lo ou silenciá-lo e os que o defendem não assumem os problemas existiam. "Como constatamos através de entrevistas, muitas vezes trata-se mesmo da falta de conhecimento sobre uma época que deixou marcas tão profundas na história do nosso país. O resultado foi surpreendente, já que nos deparamos com um cenário em que 2/3 dos entrevistados são contrários à mudança da nomeação da escola, com todos os 5 que não sabiam nada sobre Castelo Branco preferindo a não alteração da homenagem, mesmo com o desconhecimento”, explicou Maria Victória Silva, bolsista do projeto e estudante do curso de Jornalismo da UNIR.

A transmissão de informação aos moradores da cidade e a promoção de uma reflexão crítica sobre a ditadura militar e o espaço urbano de Vilhena estão entre os principais ganhos do projeto. “Em alguns lugares do Brasil, os espaços públicos que reverenciavam os ditadores têm seus nomes alterados, mas a região Norte, de modo geral, está fora desses debates. A ideia dos projetos era trazer essa discussão para âmbito local, com criticidade acerca da ditadura militar e apresentação dessas produções digitais à população e aos gestores da cidade”, explicou o coordenador e professor Allysson Martins.

 

 

FONTE: Por Allysson Viana Martins, professor da Universidade Federal de Rondônia (UNIR)

 

 


 


 

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