Notícia publicada às 16:10:48 - 09/07/2018 e lida: 1282 vezes   
    
  
  
Ex-secretário de Saúde rebate críticas, questiona “blitz” do Hospital Regional e diz que Japonês cria factoides na imprensa
Vasques foi chamado de mentiroso.

Ex-secretário de Saúde rebate críticas, questiona “blitz” do Hospital Regional e diz que Japonês cria factoides na imprensa
Ex-secretário de Saúde rebate críticas, questiona “blitz” do Hospital Regional e diz que Japonês cria factoides na imprensa
Foto: Renato Spagnol

Por
Renato Spagnol

O ex-secretário de saúde do Município de Vilhena, Marco Aurélio Vasques, pediu direito de reposta para rebater acusações contra sua gestão à frente da Secretaria de Saúde, feitas pelo atual prefeito Eduardo Japonês (PV), logo depois da chamada “blitz” de fiscalização no Hospital Regional.

Na quinta-feira (05), o prefeito, acompanhado do atual secretário de saúde, Luiz Carlos Hassegawa e de um grupo de vereadores, estiveram nas instalações do hospital e durante a visita apontaram as principais deficiências da unidade. Ainda durante a visita, Eduardo Japonês chamou o ex-secretário Vasques de “mentiroso”.

“É triste ver como está o Hospital Regional, ele não está uma maravilha como a gestão do senhor Vasques, ex-secretário está tentando mostrar. Ele mentiu muito”, disparou o chefe do Executivo municipal.

As críticas ao ex-gestor da Saúde também partiram da vereadora Leninha do Povo (PTB), considerada “braço direito” da ex-prefeita Rosani Donadon, dentro da Câmara Municipal. Fui “enganada pela gestão do ex-secretário Vasques, sempre falavam e mostravam que estava bem. Agora com essa visita orientada e com as explicações do secretário Hassegawa vemos como realmente está”, disse a vereadora.

Veja mais

Diante das acusações, Vasques, através de sua assessoria, emitiu nesta segunda-feira (09), uma longa nota onde pontua, segundo ele, seus feitos no período em que administrou a saúde pública municipal.

Confira a íntegra da nota:

O ex-secretário de saúde do Município de Vilhena, Marco Aurélio Vasques rebateu às críticas recebidas no último dia 5 de junho feitas por um grupo de vereadores que fez oposição à ex-prefeita Rosani Donadon (MDB) mas agora defende o atual prefeito Eduardo Japonês (PV). O próprio prefeito disse que Vasques mentiu muito ao falar da saúde pública municipal.

O ex-secretário achou estranho ler os ataques feitos pelo médico e atual secretário de saúde, Luiz Carlos Hassegawa, dando conta de havia falta de planejamento nas instalações, citando que no Hospital Regional, precisamente na UTI, havia torneiras de rosca e banheiro para deficientes físicos onde não entram cadeiras de rodas. Vasques relembrou que as instalações da unidade foram criadas na época do então prefeito Zé Rover (PP) e que não foram danificadas desde sua criação. "O Hassegawa trabalhou no HRV neste período, inclusive foi diretor técnico do hospital e coordenador da UTI, até ser exonerado em 2009 pelo ex-prefeito Zé Rover. Ele só percebeu as irregularidades agora?", questionou o ex-secretário.

Ao rebater as críticas proferidas pelo vereador França Silva (PV), Vasques reiterou que em janeiro de 2017 apenas dois leitos tinham plena funcionalidade e foram adquiridos 10 camas elétricas com colchões, 10 monitores multiparâmetros, 50 bombas de infusão, eletrocardiógrafo, cardioversor, carro de emergência, biombos, além de sete ventiladores mecânicos (a ANVISA estabelece 1 para cada 2 leitos conforme a Resolução nº 7/2010), realizada a manutenção completa da tubulação de gases e usina de oxigênio, com investimento total de cerca de R$ 1.2 milhão. Este investimento, de acordo com Vasques, proporcionou o restabelecimento da UTI.

O ex-secretário de saúde relembra, ainda, que durante a gestão tampão de Adilson de Oliveira (PSDB), Vasques denunciou que havia bloqueio de leitos na UTI e contaminação de circuitos, o que foi classificado como mentira pela assessoria do prefeito e direção do hospital. "Inclusive foi noticiado na imprensa que o Ministério Público teria investigado a situação e o promotor Paulo Lermen teria revelado que tudo estava funcionando normalmente. Se o MP investigou durante a gestão do prefeito tampão e garantiu que tudo estava funcionando muito bem, então resta a dúvida: quem mentiu? A assessoria do prefeito Adilson, a direção do hospital ou o promotor? Quem deve explicações é o vereador França, afinal não investigou naquele momento porque estava em campanha pelo candidato que hoje  se tornou prefeito? Ele não esteve na UTI antes de junho de 2018? Nunca viu os equipamentos adquiridos? Se em pouco mais de 70 dias de gestão Adilson e Japonês a situação se tornou crítica, quem tem que estar indignado é o cidadão vilhenense com a falta de compromisso do vereador", defende-se.

Sobre as críticas recebidas pelo futuro presidente da câmara de vereadores, Ronildo Macedo (PV), sobre os quase R$ 2 milhões específicos para reforma do hospital, Marco Aurélio Vasques  diz que deve ser ressaltado que o valor é de exatos R$ 2.299.584,00, oriundos de emendas parlamentares do senador Valdir Raupp e deputada Marinha Raupp (ambos do MDB), que foram autorizadas, habilitadas e empenhadas em 2017. "O contrato de repasse é o de nº 851440/2017/MSAÚDE/CAIXA assinado junto à Caixa Econômica Federal em 13 de dezembro de 2017. O desenho arquitetônico e fachada foram aprovados em março de 2018 e foi para planilhamento para posterior aprovação da Caixa Econômica Federal e em seguida para licitação. A responsabilidade total é do secretário municipal de planejamento em conjunto com o secretário municipal de integração governamental, cargos hoje ocupados por indicado político do vereador Rafael Maziero (PSDB). Quem deve explicações são os vereadores Maziero e Macedo, o que foi feito em 70 dias de gestão Adilson e Japonês? O projeto foi aprovado pela CEF, a licitação está em andamento? Ou existe incompetência do secretário apadrinhado pelos vereadores?", ataca Vasques.

Sobre as críticas recebidas pela vereadora Leninha do Povo (PTB), o ex-secretário Vasques foi firme: "a única resposta cabível à vereadora Leninha do Povo é sobre sua hipocrisia. Se dizer enganada pela gestão, quando é servidora do hospital, entra e sai da unidade todos os dias, perambula por suas alas fazendo politicagem e trabalhando muito pouco, e não conhece o hospital? Talvez a explicação para sua fala seja o fato de ter sido advertida por mim sobre seu trabalho, que recebia muitas críticas de servidores e pacientes e o fato de não ser atendida nos seus inúmeros pedidos de "fura fila" para consultas e cirurgias ou de benefício para alguns médicos para receberem plantões extras", relembra.

Sobre falta de materiais, Vasques ressalta que entre estoque e materiais empenhados para serem entregues, foi deixado cerca de R$ 4.5 millhões às gestões do prefeito tampão Adilson Oliveira e Eduardo Japonês, conforme relatório e materiais devidamente controlados em sistema. O ex-secretário destaca que esta é situação bem diferente da encontrada em janeiro de 2017, quando não foi deixado absolutamente nada de soro, analgésicos e antibióticos.

Vasques diz que deve ser lembrado que o almoxarifado de medicamentos era mantido por três servidores, e que todo o estoque era lançado no sistema Hórus. O cuidado de compras era diário para que as faltas fossem as menores possíveis, decorrentes apenas da burocracia e atrasos de entregas. "Nos 70 dias de gestão Adilson e Japonês nenhum processo licitatório foi montado para compras, o número de servidores no almoxarifado dobrou, com nomeações de cargo em comissão em claro desvio de função, o controle é precário com requisições preenchidas a mão, há denúncias de servidores acerca de autorização de recebimento de álcool em quantidade inferior à Nota Fiscal para compensações de preços. Esperamos a mesma rigidez da AGEVISA, MPE, TCE, CONSELHO DE FARMÁCIA e PF nas fiscalizações que foram desenvolvidas em 2017, pois os indícios são precursores de fatos anteriores, inclusive os mesmos personagens responsáveis pelo descontrole estão voltando aos seus lugares", alerta o ex-secretário.

Questionado acerca de sua opinião quanto a real situação do hospital, Vasques disse que nunca afirmou que o Hospital Regional estava uma maravilha. "Pelo contrário: sempre fui muito realista com as condições, o que afirmava e continua afirmando é que em 2017 a situação melhorou muito, com aquisições de aparelhos de anestesia para o centro cirúrgico, troca de todos equipamentos da UTI, colocação de ar condicionado no pronto socorro, novo aparelho de ultrassom, novo aparelho de Raio-X digital, 50 camas novas, 170 colchões novos, equipamentos para cozinha hospitalar, pintura em várias alas internas, obras do novo centro obstétrico e UTI neonatal em execução pela justiça do trabalho, contratação de RH, ampliação do número de médicos plantonistas no pronto socorro que passou de 1 ou 2 para 4 médicos durante o dia e 3 médicos durante a noite, pagamento de 14 folhas salariais em 2017 e manutenção da folha paga dentro do mês trabalhado, pagamento até o dia 10 de cada mês dos plantonistas do pronto socorro, entre outras ações", elenca.

Questionado acerca do posicionamento do atual prefeito de Vilhena, que o chamou de mentiroso, Vasques disse que "devo perdoá-lo, pois não me conhece, e como cristão não posso mentir. Ele está alienado, pois em um ano e meio nunca entrou no hospital. Quando precisa vai em hospital e médicos privados, por isso não conhecia a realidade, mas deve tomar cuidado, pois está cercado de interesseiros, gente que só olha o próprio umbigo", alerta.

A situação econômica da secretaria de saúde é incomparavelmente melhor que em 2017, tem dinheiro na conta para comprar 135 camas e poltronas para acompanhantes para o HRV, trocar mobiliário de todas unidades, deixamos aparelhos de ar condicionado, máquinas para lavanderia, troca de todos equipamentos de centro cirúrgico e montagem de centro obstétrico, basta trabalhar, é para isso que o prefeito foi eleito, não para ficar criando factóides na imprensa.

 

 

FONTE: Vilhena Notícias

 

 


 


 

 COMENTÁRIOS
 

ATENÇÃO: Comentários ofensivos e que façam a apologia a crimes serão ocultados. O internauta do VILHENA NOTÍCIAS que se sentir ofendido pode requerer a ocultação do comentário. A Constituição Federal permite a publicação do livre pensamento de qualquer cidadão, desde que não seja de forma anônima, por isso, comentários provenientes de perfis "fake" ou "falsos" podem ser ocultados e bloqueados. Comente, compartilhe sua opinião, mas de forma moderada.