Notícia publicada às 11:30:20 - 06/07/2018 e lida: 704 vezes   
    
  
  
Ex-vereador Jairo Peixoto tem “derrota” no TJ ao tentar se livrar de medidas cautelares após condenação de 1º grau
Ex-parlamentar foi condenado a mais de 15 anos por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro

Ex-vereador Jairo Peixoto tem “derrota” no TJ ao tentar se livrar de medidas cautelares após condenação de 1º grau
Ex-vereador Jairo Peixoto tem “derrota” no TJ ao tentar se livrar de medidas cautelares após condenação de 1º grau
Foto: Renato Spagnol

Por
Redação

Condenado em 2018 pela 1ª Vara Criminal de Vilhena, a 15 anos, 4 meses e 75 dias de prisão por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-vereador vilhenense, Jaldemiro Dedé Moreira, o Jairo Peixoto, acionou a Justiça para tentar revogar as medidas cautelares diversas à prisão, como uso de tornozeleira eletrônica, impostas pelo juízo de primeiro grau. Jairo ainda não começou a descontar sua pena em regime fechado, isso porque o Supremo Tribunal Federal (STF) entende que a reclusão deve acontecer após confirmação da condenação por órgão colegiado, a exemplo o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO).

Peixoto foi sentenciado pela participação no famigerado esquema do loteamento deflagrado por vereadores de Vilhena em 2016. A decretação de medidas cautelares se deu em substituição da prisão preventiva decretada e decorrente de investigações que culminaram na deflagração de várias operações no Município de Vilhena.

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O objetivo das diligências era desbaratar suposto esquema criminoso envolvendo autoridades públicas, que, à época, agiam no intuito de extorquir empresários do ramo imobiliário, juntamente a terceiros, na qualidade de agentes políticos, que supostamente exigiam propina, ora em dinheiro, ora em lotes urbanos (por meio de laranjas), em troca da aprovação de novos loteamentos.

Por isso, o ex-vereador impetrou habeas corpus alegando:

a) A manutenção das cautelares, causa evidente constrangimento ilegal, sendo evidente sua desnecessidade;

b) Das 9 medidas cautelares previstas na lei 6 lhe foram aplicadas;

c) Falta de fundamentação na sentença condenatória;

d) Possui condições que lhe são favoráveis;

e) Conduta social sem qualquer intercorrência que viesse a perturbar a paz sócia;

f) Inexistência de grave ameaça ou violência;

g) O cumprimento de 1 ano e 8 meses em cumprimento de medidas cautelares;

h) Existência de condições judiciais favoráveis e;

i) Presença dos requisitos autorizadores para concessão de liminar.

Antes de decidir, o desembargador Oudivanil de Marins, da 1ª Câmara Especial do Tribunal de Justiça (TJ/RO), destacou:

“Inicialmente, é de se destacar que o paciente Jaldemiro Dede Moreira, também conhecido por Jairo Peixoto, é um dos vereadores investigados que ficaram foragidos da justiça por mais de 30 dias após a expedição dos mandados de prisão na deflagração das operações policiais à época dos fatos”.

Em seguida, pontuou:

“No caso em tela, não visualizo, de plano, aparente ilegalidade na decretação das medidas substitutivas à prisão preventiva, o que enseja analisar o mérito sob um melhor prisma quando vindas as informações prestadas pela autoridade apontada como coatora, razões pela qual indefiro o pedido de liminar”, concluiu.

 

 

FONTE: Vilhena Notícias com informações do Rondoniadinamica

 

 


 


 

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