Notícia publicada às 08:51:40 - 01/06/2018 e lida: 1544 vezes   
    
  
  
Morte de caminhoneiro é investigada como crime doloso
José Batistela estava se recuperando de queimaduras sofridas durante um incêndio que atingiu um outro caminhão que possuía.

Morte de caminhoneiro é investigada como crime doloso
Morte de caminhoneiro é investigada como crime doloso
Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Por
Redação

A Polícia Civil (PC) de Vilhena investiga a morte do caminhoneiro José Batistela, de 70 anos, como homicídio doloso, quando há intenção de matar. O delegado que apura o caso, Fábio Campos, confirmou na quinta-feira (31) à imprensa, que até o momento nenhum suspeito do crime foi preso e que todas as informações repassadas à PC estão sendo apuradas. As autoridades pedem ajuda da população para identificar o responsável por atirar pedra que matou o motorista. Denúncias podem ser feitas pelo número 197 de forma gratuita e anônima.

O Vilhena Notícias apurou que José Batistela estava parado em um posto de combustível há 9 dias por causa da greve dos caminhoneiros e o bloqueio nas rodovias. Testemunhas disseram que quarta-feira, dia da morte, Batistela deixou o pátio do posto e depois que o caminhão passou por um grupo de manifestantes foi perseguido e ultrapassado por um veículo cujos ocupantes arremessaram uma pedra que quebrou o para-brisa e atingiu a cabeça do caminhoneiro, que morreu no local. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) o caminhoneiro transportava uma carga de madeira e a levaria para Mirassol, no estado do Mato Grosso.

"A forma como foi praticado, o instrumento que foi utilizado deixa bem evidenciado no mínimo uma previsibilidade de que poderia matar o caminhoneiro. Houve informações de característica de possíveis veículos, mas tudo está sendo checado pela equipe de investigação. Nós não temos ainda suspeitos presos", afirmou ao portal G1 o delegado Fábio Campos.

 

Se recuperava de um incêndio

Morador de Jaru, casado e com dois filhos, José Batistela estava se recuperando de queimaduras sofridas durante um incêndio que atingiu um outro caminhão que possuía.

“Ele estava com as pernas enfaixadas e comentou que meses atrás um caminhão dele pegou fogo, e só deu tempo de tirar a esposa e as duas filhas que estavam no caminhão”, disse um frentista do posto onde José permaneceu por 9 dias.

O caminhoneiro foi velado em uma igreja de Jaru na tarde desta quinta-feira (31). O enterro aconteceu no início da noite.

 

Entenda o caso

José Batistela foi morto na tarde de quarta-feira (30) em Vilhena. O caminhoneiro de 70 anos estava próximo a um ponto de manifestação, quando foi atingido com uma pedrada na cabeça. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) ainda não se sabe quem pode ter arremessado o objeto.

O veículo de José estaria passando pela rodovia, quando uma pessoa em um carro de passeio arremessou a pedra contra o para-brisa, que atravessou o vidro e atingiu a cabeça da vítima. O Corpo de Bombeiros chegou a ir no local, mas a vítima não resistiu aos ferimentos.

O caminhoneiro foi velado em uma igreja de Jaru na tarde desta quinta-feira (31). O enterro aconteceu no início da noite.

 

 

FONTE: VILHENA NOTÍCIAS com informações do G1

 

 


 



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