Notícia publicada às 16:11:04 - 16/04/2018 e lida: 790 vezes   
    
  
  
PGR pede pena de 12 anos de prisão para o senador Valdir Raupp
Emedebista é acusado de receber R$ 500 mil em propina da empreiteira Queiroz Galvão por meio de doações oficiais a sua campanha em 2010

PGR pede pena de 12 anos de prisão para o senador Valdir Raupp
PGR pede pena de 12 anos de prisão para o senador Valdir Raupp
Foto: Renato Spagnol

Por
Redação

A PGR – Procuradoria Geral da República – pediu na sexta-feira (13) que o senador Valdir Raupp (MDB-RO) seja condenado a doze anos de prisão. Além de Raupp a procuradora Raquel Dodge também pede o mesmo tempo de condenação a Maria Cléia Santos de Oliveira e Pedro Roberto Rocha, assessores do parlamentar. O trio foi denunciado no Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em desdobramentos das investigações da Operação Lava Jato. A PGR ainda pede que o senador pague uma multa de R$ 1 milhão.

A denúncia acusa Raupp de ter recebido R$ 500 mil por meio de esquema de corrupção na Petrobras. Segundo a PGR, o dinheiro foi pago ao parlamentar pela empreiteira Queiroz Galvão, sob a simulação de doações eleitorais “oficiais” para a campanha de 2010 ao Senado. Maria Cléia e Pedro Roberto teriam contribuído para o recebimento da propina. O senador foi para o banco dos réus em março de 2017, após decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na peça, Raquel Dodge alega que Raupp usou o mandato e sua influência política para solicitar vantagem indevida a Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras e um dos primeiros delatores da Lava Jato. Em outro trecho da manifestação ao Supremo, a procuradora-geral considera que o senador “traiu seu mandato e descumpriu a função constitucional de mais alta relevância dele esperada: zelar pela moralidade administrativa, zelar pelo patrimônio público”.

Por ser senador, Valdir Raupp tem direito ao foro por prerrogativa de função, o foro privilegiado, e, portanto, será julgado pelo STF. Vale ressaltar que, em pouco mais de quatro anos de Operação Lava Jato, a Corte não concluiu o julgamento de nenhum político réu pelo esquema de corrupção da Petrobras.

Em nota, Raupp disse que “jamais compactuou com qualquer ilícito e que a doação em questão foi feita, diretamente, ao Diretório Estadual do PMDB de Rondônia”. O parlamentar também afirmou que “confia nos órgãos da Justiça e aguarda, serenamente, a instrução do processo, certo de que a fragilidade das provas e dos argumentos apresentados conduzirão à sua absolvição”.

 

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FONTE: Com informações da Veja Abril

 

 


 


 

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