Notícia publicada às 08:00:49 - 27/02/2018 e lida: 3867 vezes   
    
  
  
ABORTO: Vilhenenses contam suas opiniões sobre continuar ou não uma gestação
“Pessoas muito próximas a mim abortaram”

ABORTO: Vilhenenses contam suas opiniões sobre continuar ou não uma gestação
ABORTO: Vilhenenses contam suas opiniões sobre continuar ou não uma gestação
Foto: Reprodução

Por
Redação

De acordo com o Portal de Saúde do Governo Federal Data SUS, no ano de 2017, foram registrados 197.430 abortos, sejam eles espontâneos, ou por razões médicas. Aqui não estão somados, obviamente, os abortos realizados de forma clandestina.

No Brasil a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 181, que tramita na Câmara Federal pretende endurecer as Leis para esse tipo de procedimento.

 

CONTRA

Mãe de um menino de 07 anos, a contadora Dayane Falkiewicz, que não teve o acompanhamento do pai, tanto na gestação quanto no parto, e foi mãe aos 24 anos, disse ser contra a legalização do aborto. “Não sou a favor do aborto em nenhuma hipótese, nem na situação de estupro. Por mais horrível que seja a situação em caso de estupro, dois erros não fazem um acerto. Em casos assim, sou a favor de que a mãe, não tendo condições psicológicas que encaminha à adoção”, declarou.

A moça conta que conhece mulheres que passaram pelo procedimento. “Pessoas muito próximas a mim abortaram (hoje se arrependem) e também conheço pessoas que conversando e oferecendo apoio não cometeram o erro e hoje não imaginam suas vidas sem os filhos. O amor é tão imenso que superamos qualquer obstáculo como mãe”, apontou a contadora.

 

MEIO TERMO

Fabiana Sousa, 30, estudante do 4º semestre de enfermagem, conta que é a favor do aborto em alguns casos como estupro e patologias. “Não considero crime. Nenhum ato reparará o erro do estuprador, nem mesmo a pena de morte. Os danos causados a uma vítima de estupro nunca serão reparados. Acho apenas que a vítima tem o direito de escolha, opção. Se sim ou se não afim, será ela a responsável e cabe a ela e somente ela, essa decisão”, pronunciou.

A futura enfermeira diz é contra alguns conceitos. Sou contra sim, há algumas medidas que são tomadas, principalmente em relação a mulheres menos favorecidas. O aborto deveria ser legal perante a lei, e a mulher ter toda e qualquer assistência. Mas aí também entra o papel de reeducação e conscientização da população”, elucidou a moça.

Perguntada se faria um aborto, a porvindoura profissional de saúde se limitou a dizer que tal procedimento não cabe a sua profissão.

Servidora pública, Lucimar Moraes, 38, mãe de 2 filhos, se posicionou contrária a legalização da prática no país. “Posso afirmar que sou contra o aborto porque eu acredito na dignidade da vida humana, independente do tempo de existência. O assunto é realmente muito delicado, porém creio que não é a melhor saída optar por tirar uma vida. Casos assim deve ter um acompanhamento social, psicológico para que a criança não sofra futuramente”, alegou.

A FAVOR

Universitária de 21 anos, que concordou apenas em expor suas inicias, F.B, é favorável ao aborto. A moça disse ao ser entrevistada: “Eu tive uma amiga que optou por isso, eu a apoiei, acho que devemos ter a liberdade de escolher. Eu não sei se faria, mas com certeza apoio às pessoas que desejam fazer, mil vezes abortar do que por no mundo pra sofrer. Acho que a igreja tem influência muito forte no país, e a palavra de Deus é destorcida pra ser usada de álibi pra que os pseudo-religiosos cometam atrocidades maiores que um aborto em nome de Deus. Eu acho que mais humano você se sentir bem consigo mesmo e com seu corpo”, falou a universitária.

 

 

 

FONTE: Vilhena Notícias

 

 


 



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