Notícia publicada às 12:48:03 - 25/02/2018 e lida: 896 vezes   
    
  
  
Polícia apreende caminhão carregado com madeira na zona rural de Vilhena
Motorista não apresentou documento da carga. Carregamento da itaúba foi feito na Fazenda Vilhena, onde aconteceu uma chacina com cinco mortos em 2015.

Polícia apreende caminhão carregado com madeira na zona rural de Vilhena
Polícia apreende caminhão carregado com madeira na zona rural de Vilhena
Foto: Eliete Marques/G1

Por
Redação

Um caminhão carregado com madeira foi apreendido pela Polícia Militar Ambiental (PMA) na zona rural de Vilhena. O caso foi registrado na sexta-feira (23). O motorista, de 47 anos, não apresentou documento da carga e também foi levado para a Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp). Ele revelou aos policiais que o carregamento da itaúba foi feito na Fazenda Vilhena, onde aconteceu uma chacina com cinco mortos em 2015. A região é marcada por conflitos agrários.

O motorista explicou que apenas fazia o frete da madeira. De acordo com a PMA, no caminhão havia 46 dúzias de lascas e 47 unidades de mourão. Os policiais lavraram um auto de infração e conduziram o motorista, o caminhão e carga para a Unisp.

O condutor foi liberado, mas pode responder pelo crime de transporte irregular de madeira. O caminhão e a carga continuam apreendidos.

Fazenda Vilhena

Conforme a Polícia Militar (PM), a Fazenda Vilhena é uma área que passa por invasões de posseiros há anos. A propriedade pertencia, inicialmente, a um homem que morava no Paraná (PR), no entanto, ele faleceu e deixou para herdeiros.

Ainda segundo a PM, as pessoas que receberam, venderam um lote para várias pessoas e assim foi sendo distribuída a terra. Porém, a área com mais de mil hectares não foi habitada na mesma proporção.

No dia 17 de outubro de 2015 ocorreu o maior massacre por disputa de terras do Estado nos últimos 20 anos, segundo a PM. No crime, cinco pessoas foram mortas, sendo uma delas queimada viva.

Os acusados de participação no crime, Eber Maciel da Costa e Marlos de Souza Cândido, foram condenados a 20 anos de reclusão, em um novo julgamento, que aconteceu em setembro do ano passado.

Além de Eber e Marlos, também são acusados de participação na chacina: Ilário Danelli e Enilton Procópio. Ilário é apontado como principal executor das vítimas e está foragido da Justiça.

Enilton também é procurado, mas constituiu advogado e recorre da decisão que o pronunciou ao Júri. Edson Marcelino da Silva chegou a ser suspeito, mas foi impronunciado, ou seja, não houve elementos suficientes para enviá-lo ao Tribunal do Júri.

 

 

FONTE: G1/Vilhena

 

 


 



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