Notícia publicada às 09:12:59 - 18/01/2018 e lida: 949 vezes   
    
  
  
Chefe do tráfico da Rocinha no Rio, Rogério 157 será transferido para mesmo presídio do rival Nem em Rondônia
O Rogério 157, é um dos pivôs de uma guerra na favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, pelo domínio do tráfico.

Chefe do tráfico da Rocinha no Rio, Rogério 157 será transferido para mesmo presídio do rival Nem em Rondônia
Chefe do tráfico da Rocinha no Rio, Rogério 157 será transferido para mesmo presídio do rival Nem em Rondônia
Foto: Andre Melo/Estadão Conteúdo

Por
Redação

O traficante Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, será transferido para a Penitenciária de Porto Velho, em Rondônia, segundo informou nesta quinta-feira (18) o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Trata-se do mesmo presídio em que Antonio Bonfim Lopes, o Nem, cumpre pena desde novembro de 2011. Ainda não há data definida para a transferência. O presídio, no entanto, tem quatro alas diferentes – internos que não podem ter contato ficam em espaços diferentes.

O pedido de transferência de Rogério 157 para uma unidade prisional fora do Rio foi feito pela Secretaria de Segurança Pública e pelo Ministério Público Estadual. A transferência, agora, fica por conta da secretaria e demais órgãos responsáveis.

Em dezembro do ano passado, o juízo da 20ª Vara Criminal da Capital já havia autorizado a transferência para um presídio federal pelo prazo inicial de 360 dias.

Quem é Rogério 157, traficante preso que mereceu até selfie com policiais?

Traficante decidiu deixar grupo criminoso do Nem da Rocinha e tomar controle do tráfico, desencadeando uma guerra na favela da Rocinha. Rogério 157 foi preso em dezembro de 2017 em uma operação que contou com várias forças de segurança

O Rogério 157, é um dos pivôs de uma guerra na favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, pelo domínio do tráfico. Preso pelas forças de segurança na comunidade do Arará, ele não ofereceu qualquer resistência e até sorriu enquanto policiais o exibiam em dezenas de selfies que repercutem hoje nas redes sociais. O semblante de tranquilidade, no entanto, é bem diferente da realidade do criminoso, um dos traficantes de drogas mais procurados da cidade.

O traficante entrou para o crime com a ajuda de Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, que está preso desde 2011. Ele era o segurança pessoal dele. Rogério 157 também integrou o grupo armado que invadiu o Hotel Intercontinental, em São Conrado, em agosto de 2010, depois de um confronto com a polícia. Rogério 157 decidiu tomar o comando da região e deixar a quadrilha de Nem.

Segundo a Polícia Militar do Rio, pichações em muros da comunidade confirmariam que ele havia mudado de facção criminosa. Inscrições com os dizeres "CV 157" indicariam que o traficante saiu da Amigos dos Amigos (ADA), que tradicionalmente controlava o comércio de drogas na Rocinha. O destino seria o Comando Vermelho (CV), facção mais antiga e com maior presença em comunidades do Rio.

Áudios dele, interceptados pela Polícia Civil, também evidenciaram o rompimento. O principal motivo teria sido a ordem de Rogério 157 para a criação de 'taxas de serviço' para moradores e comerciantes, ignorando inclusive a existência da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). A decisão causou a fúria de Nem, que deu ordens de dentro de um presídio federal fora em Rondônia, para que integrantes da ADA invadissem a favela, contando com o apoio de aliados de facções de outras comunidades, para expulsá-lo. Cerca de 60 bandidos participaram da ação, que levou terror e caos a região.

 

Guerra por poder

A disputa pelo controle do tráfico desencadeou, desde setembro do ano passado, uma guerra na comunidade. Depois de várias tentativas de ocupar a comunidade, o governador Luiz Fernando Pezão, do Rio de Janeiro, pediu apoio ao presidente Michel Temer que enviou tropas das Forças Armadas. Elas ocuparam a comunidade no dia 22 de setembro. Bandidos armados tentaram furar um bloqueio em frente ao Arsenal de Guerra do Exército, na zona portuária, e quatro deles acabaram mortos no confronto com os militares. A barricada com mais de 100 homens do Exército foi montada no local para evitar que traficantes tentassem invadir o paiol de armas e munições do Exército. Em outra ação mais recente, homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar mataram sete criminosos no Arará e apreenderam 14 fuzis.

Não se sabe ainda como a Polícia Militar descobriu o paradeiro do traficante. O disque-denúncia oferecia R$ 50 mil reais pela prisão dele.

 

 

FONTE: Uol/Agência Brasil

 

 


 


 

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