Notícia publicada às 08:41:55 - 14/01/2018 e lida: 2635 vezes   
    
  
  
TRIBUNAL DO FACEBOOK: a terra sem lei das opiniões que julga, absolve e condena por si mesma
Rede social se tornou um dos principais canais de informações, verdadeiras ou não

TRIBUNAL DO FACEBOOK: a terra sem lei das opiniões que julga, absolve e condena por si mesma
TRIBUNAL DO FACEBOOK: a terra sem lei das opiniões que julga, absolve e condena por si mesma
Foto: Reprodução/Facebook

Por
Redação

A velocidade em que as notícias chegam até às pessoas e a ampliação no alcance do número de leitores trouxe também o pré-julgamento, ou mesmo, posicionamentos antecipados sobre assuntos, ora sem fundamentos verdadeiros, ora sem o conhecimento profundo. Isso traz consigo uma avalanche de postagens e comentários maliciosos na rede social mais acessada da internet. É fato que hoje o Facebook é um grande veículo de comunicação. E como alcança todo tipo de leitor, opiniões dos mais diversos tipos são vistas facilmente por lá.

No intuito de saber o que os internautas pensam sobre o “Tribunal do Facebook” o Vilhena Notícias ouviu alguns dos moradores da cidade que fazem parte da Rede Social.

Admitindo fazer poucas postagens em seu perfil, mas, comentar muito as de outras pessoas, o administrador Tiago Porto da Costa, 29, disse “vou a favor, vou contra. Quando o assunto me interessa exponho minha opinião. A internet me possibilita isso. Por que não usar?”, argumentou Tiago.

O Cone Sul do Estado teve um caso significativo no que tange a comentários nas redes sociais. Dezenas de veículos de comunicação noticiaram o assassinato da jovem Jéssica Hernandes, morta no dia 20 de abril de 2017. Após encontrarem o corpo da jovem, três pessoas foram apontadas como suspeitas do crime. Uma delas, Ismael Silva, namorado da vítima à época, chegou a ser preso, mas tempos depois foi absolvido pela justiça de 1º instância por faltas de provas que o ligassem ao crime. As redes sociais e caixas de comentários dos sites que reportaram o fato foram tomadas por opiniões, posições e julgamentos de internautas que acompanhavam o caso somente de suas casas.

Perguntado sobre tal caso, Tiago declarou que esse caso específico lhe ‘abriu os olhos’. “Eu mesmo achava que ele era culpado. Apesar de não expor minha opinião, pensava nele como o autor do crime. Quando ele foi solto vi o tamanho da crueldade que as pessoas, inclusive eu, estava fazendo com esse rapaz”, falou o administrador, que completou. “O que mais vejo, são esses “Juízes do Facebook. Comentam sem saber o que realmente aconteceu e condenam sem provas. Depois, caso seja provado o contrário, não aparecem para se desculpar”.

“Eu já fui assíduo em posicionamentos sobre os temas mais diversos. Excluí minha conta e voltei há um ano e meio. Desde então raramente me posiciono sobre alguma coisa”, Fernando Henrique de Araújo, 26 anos, estudante, disse que ‘se cansou’ da necessidade de se posicionar nas redes sociais. “Me parece que as pessoas estão ali para serem percebidas. É de graça e elas podem emitir opiniões que normalmente não teriam relevância nos meios tradicionais. Não é difícil notar que são frequentes os ataques a coisas como preferência política”, defendeu o estudante.

O que realmente preocupa, é que nem todas as publicações possuem veracidade, fundamentação idônea ou fonte, o que com certa facilidade pode atingir fatalmente a terceiros. São notícias, que apesar de terem enormes chances de serem falsas, ganham peso e credibilidade, fazendo que o infundado, torne-se efetivo. A sensação é de que os “tempos modernos” é de manipulação, em um mundo onde a sensação de anomia faz parte do cotidiano, fazendo com que as pessoas busquem um conceito diferenciado de justiça. 

 

 

FONTE: Vilhena Notícias

 

 


 



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