Notícia publicada às 09:12:22 - 11/01/2018 e lida: 720 vezes   
    
  
  
BOLÍVIA: Turismo de brasileiros é proibido após protesto contra novo código penal
A proibição ocorreu depois que moradores da Bolívia fizeram um protesto político, na terça-feira (09), contra a reforma feita no código penal do país vizinho.

BOLÍVIA: Turismo de brasileiros é proibido após protesto contra novo código penal
BOLÍVIA: Turismo de brasileiros é proibido após protesto contra novo código penal
Foto: Cone Sul Acontece

Por
Redação

O turismo de brasileiros foi proibido temporariamente na cidade boliviana de Guayaramerín, na fronteira com o estado de Rondônia. A proibição ocorreu depois que moradores da Bolívia fizeram um protesto político, na terça-feira (09), contra a reforma feita no código penal do país vizinho.

 Nesta quarta-feira (10), a travessia de turistas brasileiros e bolivianos foi temporariamente proibida nos Portos Oficiais de Guajará-Mirim, pelo Rio Mamoré, a cerca de 330 quilômetros da capital Porto Velho.

 Com a suspensão das viagens, somente os brasileiros que estavam no território boliviano receberam autorização para voltar ao Brasil. Além dos turistas, outro público que foi afetado diretamente foi os trabalhadores e estudantes de medicina, que não tiveram como atravessar o Rio Mamoré.

 O agente consular da Bolívia, Rolando Lujan, falou sobre a situação no país vizinho. Segundo ele, o consulado não apoia o protesto porque entende se tratar de um movimento político contra o governo do presidente Evo Morales.

 “Este protesto é uma jogada política de um grupo de profissionais que se sentiram atingidos e não apoiamos esta forma de pensar”, declarou Rolando sobre o protesto contra o código penal aprovado.

 Impacto no turismo e comércio local

 Na manhã desta quarta-feira, centenas de turistas brasileiros que pretendiam cruzar para o lado boliviano foram pegos de surpresa com o comunicado de que não poderiam fazer a viagem até que a paralisação seja suspensa oficialmente.

 Os turistas bolivianos que queriam vir para o Brasil também foram impedidos de cruzar a fronteira.

A medida acabou prejudicando também os comerciantes locais de Guajará, pois boa parte dos clientes são bolivianos que cruzam a fronteira para comprar nas lojas brasileiras, tendo em média pelo menos 200 turistas estrangeiros circulando no centro da cidade diariamente.

O professor Deílson Trindade, que mora na cidade Parintins/AM, conta que foi com um grupo de amigos até Guajará-Mirim somente para cruzar a fronteira e conhecer a Bolívia, mas acabou tendo os planos frustrados.

“Nossa expectativa era chegar e atravessar, mas infelizmente houve esse problema. Decidimos esperar e pousar na cidade até quinta-feira (11) para seguir o cronograma de passeio e turismo”, disse o viajante.

 O bancário Audir Malaquias Santos, saiu de São José dos Campos/SP para conhecer a família da esposa e também planejava ir à Bolívia.

 “Íamos para conhecer um pouco da culinária e cultura, mas fomos avisados agora de que não dá para ir. Vamos deixar para outra oportunidade quando eu voltar a Rondônia”, diz o turista.

 Travessia

 A única empresa responsável pelo serviço de transporte fluvial de passageiros entre Brasil e Bolívia informou que foi notificada formalmente pelo Consulado Boliviano sobre a manifestação no país e fixou um comunicado no balcão de venda de passagens.

 Assim que recebeu a notificação, a empresa suspendeu imediatamente o serviço, pois existe o risco de os passageiros e as embarcações ficarem detidas pelas autoridades bolivianas.

BOLÍVIA: Turismo de brasileiros é proibido após protesto contra novo código penal

 

FONTE: Cone Sul Acontece

 

 


 


 

 COMENTÁRIOS
 

ATENÇÃO: Comentários ofensivos e que façam a apologia a crimes serão ocultados. O internauta do VILHENA NOTÍCIAS que se sentir ofendido pode requerer a ocultação do comentário. A Constituição Federal permite a publicação do livre pensamento de qualquer cidadão, desde que não seja de forma anônima, por isso, comentários provenientes de perfis "fake" ou "falsos" podem ser ocultados e bloqueados. Comente, compartilhe sua opinião, mas de forma moderada.