Notícia publicada às 19:21:08 - 07/01/2018 e lida: 1503 vezes   
    
  
  
Aposentado larga tudo em São Paulo e vem morar às margens de rio no Conesul
Antônio Brunieri disse que "só quero descer o rio".

Aposentado larga tudo em São Paulo e vem morar às margens de rio no Conesul
Aposentado larga tudo em São Paulo e vem morar às margens de rio no Conesul
Foto: Conesul Acontece

Por
Redação

Enquanto que hoje em dia muitos estão deixando pequenas cidades em direção a grandes centros, com 74 anos, Antônio Bataioti Brunieri resolveu deixar Mauá, localizada na grande São Paulo, e vir realizar um antigo sonho, viver seus últimos dias de modo simples, sem luxo, sem tecnologia, a beira do Rio Pimenta, nas margens da BR 435, na rodovia que liga Vilhena à Colorado.

Uma pessoa extremamente cativante, Seu Antônio Bataioti, com uma lucidez normalíssima, contou um pouco de sua trajetória, que mais parece um filme.

Há alguns anos atrás, Seu Antônio já morou na região, porém se mudou para São Paulo, onde construiu sua vida, constituindo família e profissão. Polidor de piso de carreira, prestou serviços para pessoas importantes da sociedade paulista, porém já exerceu a função de Palhaço de Circo e Toureiro, utilizando o nome artístico de “Escorpião do Braço de Aço”.

Perguntado o porquê dessa decisão, disse estar cansado de viver em meio ao mundo de tantas loucuras de uma cidade grande, dessa correria frenética de São Paulo.

Pai de três filhos, um falecido, tem três netos, foi casado duas vezes e tem alguns parentes em Colorado do Oeste, seu sonho era estar em meio a natureza, estar próximo de um rio, se alimentar de peixes, frutas, sem prejudicar o meio ambiente.

Muito inteligente, conhecedor de vários assuntos, amante da natureza, seu Antônio quer utilizar essa situação como uma espécie de pesquisa particular, provando que se o homem não ameaçar animais tidos como perigosos, eles não atacam o ser humano. Mesmo morando em meio a floresta, ele quer mostrar que é possível uma vida harmoniosa entre o homem e a fauna, bem como mostrar a importância de combater a degradação ambiental.

Seu Antônio utiliza apenas uma rede, envolto por uma lona e mosquiteiro, procurando causar o mínimo possível de impacto no meio ambiente com sua presença. Seu banheiro é natural, ou seja, suas necessidades são feitas ao ar livre, bem como o banho é dentro do rio. O seu projeto ainda não está concluído, de posse de uma canoa pequena, ele quer descer o rio, conhecendo outros locais inabitados.

Ao encerrar a conversa, foi perguntado se acontecer algo com ele, pois não existe nenhum sistema de comunicação com a civilização. “ Estou ciente disso, mas não tenho problema com isso, se eu chegar a morrer aqui e ninguém me localizar, estarei mais que satisfeito, pois desse mundo não se leva nada, e não quero dar trabalho para ninguém, vivo feliz demais, tem momentos que não saio da rede, passo o dia todo dormindo, finalizou com uma bela gargalhada”.

O aventureiro chegou o ano passado na região, segundo ele, já está com 7 meses que está no local. Uma filha dele veio de São Paulo visita-lo, inclusive conheceu o local onde ele mora, porém foi inútil a tentativa pedir para ele sair de lá, e agora os parentes e amigos encaram essa situação com normalidade. Seu Bataioti vem uma vez por mês em Colorado, pois apesar de viver na floresta, necessita de alguns cuidados para com sua saúde, como alguns remédios específicos e suprimentos de alimentação.

 

FONTE: Conesul Acontece

 

 


 



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