Notícia publicada às 07:55:57 - 09/11/2017 e lida: 4433 vezes   
    
  
  
Defensor Público explica porque assassino do filho de Rover foi julgado rapidamente
Defensor acredito que assassino teria pena menor se fosse a júri popular.

Defensor Público explica porque assassino do filho de Rover foi julgado rapidamente
Defensor Público explica porque assassino do filho de Rover foi julgado rapidamente
Foto: VN

Por
Kanitar Oberst

O defensor público George Barreto Filho explicou essa semana ao VILHENA NOTÍCIAS, a dúvida que diversas pessoas se questionaram durante as duas últimas semanas em relação à condenação de Lucas Rodrigues Ramos, 22 anos, que assassinou Luiz Rover, filho do ex-prefeito de Vilhena, José Rover.

Lucas que tinha passagem pela polícia recebeu a pena de 28 anos e 6 meses de prisão, do juiz Adriano Lima Toldo. O crime aconteceu na noite de 25 de agosto e após 71 dias a sentença do réu confesso foi divulgada.

Diferente do que muito se comentou, tanto no inquérito como no processo criminal, o latrocínio ficou evidente para as autoridades que tomaram depoimento e investigaram Lucas Ramos. Muitos se questionaram se o crime poderia ser uma tentativa de queima de arquivo que deu muito errado, pois o ex-prefeito José Rover teria feito uma delação premiada denunciando 'peixes graúdos' da política e empresários.

Segundo a constituição brasileira e o código penal, em todos crimes contra a vida, os réus devem ser julgados por júri popular, e não foi isso o que aconteceu com o assassino de Luiz Rover.

O criminoso não foi levado a júri popular, segundo o defensor público, pois o crime foi caracterizado como latrocínio, “apesar ter havido a morte do jovem Luiz, a intenção do criminoso era assaltar a casa, no entanto, acabou ocorrendo uma luta corporal e o rapaz foi alvejado no pescoço e faleceu. Isso foi caracterizado como latrocínio o que não é levado ao conselho de setença de acordo com a Constituição Federal”, disse George Barreto.

A rapidez na condenação se deu ao fato do magistrado ter pedido ao Ministério Público e a Defensoria Pública, se poderiam fazer as alegações finais, rito feito por escrito que costuma ter um prazo de 15 dias, durante a própria audiência de instrução, explica Barreto, “Não é tão fora de costume que isso aconteça, mas como o MP aceitou também aceitamos, e na própria audiência fizemos nossas explanações e o magistrado já deu a pena ao réu confesso, já não havia necessidade de aprofundamento dentro do processo”, comentou.

PENA PESADA

O defensor disse que num provável júri o réu poderia ter sua pena bem menor, “acredito que apesar de toda fatalidade e comoção, Lucas poderia ter uma pena menor se passasse por um Júri, o magistrado talvez tenha tido uma mão um pouco pesada na dosagem da pena, mas o réu confesso acabou não demonstrando arrependimento em seus depoimentos, e que somadas as suas passagens anteriores, agravou sua pena”, afirmou Barreto.

O defensor público disse que entrará com recurso em relação a sentença a pedido do réu. 

 

 

 

 

FONTE: Vilhena Notícias

 

 


 


 

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