Notícia publicada às 13:00:07 - 16/10/2017 e lida: 4940 vezes   
    
  
  
Delegado da detalhes sobre reta final da Operação Habitus; mais de 20 pessoas foram indiciadas, entre elas ex-vereadores e ex-prefeito de Vilhena
A operação investiga um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo 20 lotes de um loteamento no município.

Delegado da detalhes sobre reta final da Operação Habitus; mais de 20 pessoas foram indiciadas, entre elas ex-vereadores e ex-prefeito de Vilhena
Delegado da detalhes sobre reta final da Operação Habitus; mais de 20 pessoas foram indiciadas, entre elas ex-vereadores e ex-prefeito de Vilhena
Foto: Aline Rayane

Por
Aline Rayane

O inquérito da Operação Habitus, deflagrada pela Polícia Civil de Vilhena em julho deste ano, está na reta final, e segundo o delegado regional, Fábio Campos, mais de 20 pessoas já foram indiciadas.

A operação investiga um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo 20 lotes do loteamento Solar de Vilhena, no município. De acordo com o delegado, quem comandou o esquema foi o ex-vereador Vanderlei Graebin. “O Vanderlei Graebin é o cabeça dessa organização toda, ele que foi lá e negociou os 20 lotes, também ficou com a maior parte deles”, relatou.

Vanderlei foi candidato à Deputado Estadual em 2014, o esquema de corrupção iniciou-se em 2013, o delegado propõe que o esquema foi realizado para ajudar a candidatura de Graebin, chefiada pelo ex-secretário municipal Gustavo Valmorbida.

“A gente percebe que houve um levante para ajudar o Vanderlei a ser Deputado Estadual, isso de próprios vereadores da época. Quem era o chefe da campanha era o Gustavo Valmorbida, ele tinha uma ascendência muito grade com os vereadores. Os lotes que foram para os vereadores, acredito eu que foram repassados por determinação dele”, explicou.

Quem também fez parte do esquema e recebeu lotes foi o ex-prefeito José Luiz Rover. Fábio afirmou que dos 20 lotes, 12 foram para o Legislativo e os 8 restantes para o Executivo. Esses lotes foram repassados à vários vereadores da época, alguns não diretamente, mas através de “laranjas”.

Um lote recebido por Rover foi passado para um empresário, dono de um posto de gasolina em Vilhena. Havia também um lote no nome de um segurança de Rover, um militar da reserva, que trabalhava na prefeitura.

O ex-vereador Célio Batista recebeu um lote no nome do sobrinho. “Temos vários indícios de que o lote na verdade foi para ele, inclusive na documentação da imobiliária existia o nome dele escrito no lote. Depois do nome do sobrinho, à caneta entre parentes, estava escrito Célio”, afirmou Fábio.

Cristina Rey, esposa de Vanderlei Graebin, também participou do esquema como “laranja” e recebeu lotes.

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“Nós temos depoimentos do pessoal da própria imobiliária, afirmando que esses lotes foram para propina. E esses 20 lotes, todos eles, sempre tem alguma ligação ou com a prefeitura ou com algum parente de algum vereador da época”, relatou o delegado, que afirma que há provas bem consistentes e documentos que realmente comprovam a fraude.

Um dos lotes também foi encontrado no nome de um sobrinho do ex-deputado estadual Ezequiel Neiva, atual diretor do Departamento de Estradas de Rodagem e Transportes (DER), filho de seu irmão Oziel Neiva.

No total, foram mais de 30 pessoas envolvidas, cerca de 20 indiciadas, muitas ligadas de alguma forma com a prefeitura. O total em dinheiro recebido através do esquema foi de R$378 mil na época.

O delegado frisou que as investigações já haviam sido concluídas semanas atrás e o inquérito enviado ao Ministério Público, porém o órgão determinou que mais 15 pessoas, que não estão envolvidas diretamente no caso, mas tinham alguma ligação, precisariam ser ouvidas. “O inquérito deve retornar na próxima semana ao Ministério Público”, informou Fábio.

Situação dos lotes

Boa parte dos lotes foram bloqueados pela justiça. Segundo Fábio, o grande problema é que vários deles foram vendidos a terceiros de boa-fé, ou seja, pessoas que não sabiam da procedência do terreno adquiriram lotes.

“A pessoa vai no cartório, não tem ônus nenhum sobre o imóvel, ele vai e compra normal. Aquele que não teve má fé e comprou, é complicado. A justiça vai ter que resolver. Tirar dessas pessoas não vai acontecer”, explicou Fábio.

 

 

FONTE: Vilhena Notícias

 

 


 


 

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