Notícia publicada às 17:39:52 - 03/10/2017 e lida: 6793 vezes   
    
  
  
Caso de padrasto suspeito de estuprar enteadas gêmeas e engravidar uma delas choca delegada pela crueldade do crime
Adolescente de 15 anos está grávida de três meses. Crime aconteceu na zona rural do município de Chupinguaia.

Caso de padrasto suspeito de estuprar enteadas gêmeas e engravidar uma delas choca delegada pela crueldade do crime
Caso de padrasto suspeito de estuprar enteadas gêmeas e engravidar uma delas choca delegada pela crueldade do crime
Foto: Aline Rayane

Por
Redação

Um padrasto de 42 anos foi preso na última segunda-feira, 2 de setembro, suspeito de estuprar e engravidar a enteada de 15 anos. O crime acontecia há vários meses em uma propriedade na zona rural de Chupinguaia. A irmã gêmea da adolescente também foi vítima, assim como a mãe das garotas que foi obrigada a assistir a filha ser violentada sexualmente.

O caso chocou até mesmo a delegada titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) Solângela Guimarães. “Em 12 anos de profissão como delegada, foi um dos crimes mais chocantes que estou investigando; pela barbaridade, pela crueldade do infrator; pela submissão que ele fez tanto as vítimas de violência sexual, como a própria esposa sofrerem”, disse à imprensa.

As meninas moravam com avó, quando em fevereiro de 2016, na época com 14 anos, foram morar com a mãe e o padrasto. Foi quando o homem começou a abusar da menina. O abuso consistia tanto no acariciamento como na conjunção carnal.

Com o decorrer do tempo, o padrasto começou os abusos com a outra adolescente que, para fugir dos abusos foi morar com um homem 30 anos mais velho.

De acordo com a delegada, os abusos com a adolescente que já era vítima continuaram. Quando ela se negava ter relação sexual com ele, ele agredia a mãe da garota. Em uma das agressões ele chegou a quebrar os dentes da mãe da adolescente, que não sabia dos abusos e porque estava apanhando.

Muitas vezes a adolescente se submetia a todos os tipos de conjunção carnal, para que a mãe não apanhasse, pois as ameaças de morte e agressões durante o ato sexual com a adolescente continuavam. A menina sofre de fortes dores nas costas por conta das agressões.

Segundo o relatado pelas vítimas, a mãe soube dos estupros recentemente, quando ela chegou em casa acompanhada da filha que não morava mais com ela, e flagrou o marido mantendo relações sexuais com a adolescente.

“Ela entrou em estado de choque e foi tomar as dores da filha. Mas ele usou uma garrucha, ameaçou e agrediu essa mãe; ameaçou a vítima e fez com que a mãe e a irmã presenciassem ele concluir o ato sexual com a vítima sob ameaça, de forma muito repugnante”, relata a delegada da Deam.

Depois disso a mãe e a filha tentaram fugir, mas como a localidade é distante da cidade, o suspeito alcançou e obrigou a voltarem para o sítio.

“Essa mãe vinha sofrendo tanta violência doméstica, tanto física como psicológica, que ela passou a ter problemas de saúde sérios. O infrator foi convencido a deixar a mulher fazer tratamento em outra cidade, e foi assim que elas saíram das garras dele. As adolescentes narraram o caso para um familiar, que procurou a delegacia”, diz.

Os exames e depoimentos foram encaminhados para a Deam de Vilhena, que representou pela prisão preventiva do padrasto.

O Poder Judiciário decretou e com apoio da Polícia Civil de Cerejeiras e Polícia Militar de Corumbiara, os investigadores da delegacia da mulher prenderam o homem e apreenderam a arma de fogo. Ele foi levado para Casa de Detenção de Vilhena, onde está à disposição da Justiça e pode responder pelos crimes de estupro, ameaça, lesão corporal e posse de arma de fogo.

As adolescentes estão sob cuidados de familiares. O caso continua em investigação e o inquérito deve ser concluído na próxima semana.

A delegada ressalta que vítimaso e testemunhas, podem fazer a denúncia de forma anônima pelo número de telefone 180, que é o disque-denúncia de violência contra a mulher.

“Tem que ser denunciado, pois a polícia só consegue agir quando ela toma conhecimento. Se ninguém tivesse feito esta denúncia, essa mãe teria voltado para as garras desse agressor. Essa vítima teria que ser obrigada a manter conjunção carnal com ele. E quantos outros filhos ela teria com esse infrator nessas condições? A denúncia é fundamental para que esses infratores sejam presos”, diz a delegada.

O suspeito já tinha passagem por tentativa de homicídio em Guajará-Mirim.

 

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FONTE: Vilhena Notícias, com informações do G1 RO

 

 


 


 

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