Notícia publicada às 11:08:51 - 30/09/2017 e lida: 2824 vezes   
    
  
  
Decisão do TJ de soltar empresários acusados de tráfico de drogas e associação para o tráfico gera revolta nas redes
Dois dos envolvidos ganharam liberdade na quinta, 28.

Decisão do TJ de soltar empresários acusados de tráfico de drogas e associação para o tráfico gera revolta nas redes
Decisão do TJ de soltar empresários acusados de tráfico de drogas e associação para o tráfico gera revolta nas redes
Foto: Vilhena Notícias/Fotomontagem

Por
Renato Spagnol

A decisão do Tribunal de Justiça de Rondônia de conceder habeas corpus (HC) e garantir a soltura dos empresários vilhenenses Vinícius Masutti, 26 anos, e Ricardo Kayed Atalla Paraizo, 29 anos –, acusados de tráfico de drogas [sintéticas] e associação para o tráfico – gerou revolta nas redes sociais.

Veja: TJ manda soltar dois dos empresários acusados de comercializar droga sintética em Vilhena

O internauta Bruno Azevedo Correia disparou: “Enquanto houver corrupção, o povo do dinheiro e os filhinhos de papai vão fazer o que quiser, quem tem grana logo é solto. Infelizmente é a realidade do nosso país, mais vale a dignidade e caráter, isso dinheiro nenhum no mundo compra!”.

Antonio Araújo não poupou críticas à justiça:  “Essa ‘dona justa’ [alusão à justiça] do nosso Brasil e uma mãe mesmo. Vende cocaína e tá tudo certo. Só fica na cadeia ‘preto e pobre’”.

Para Maria Lua, a polícia do Brasil trabalha como diz o famoso ditado popular, “enxugando gelo”. “A polícia prende e a justiça manda soltar”, comentou ela.

“E o ‘Tribunal da bagunça’, continua fazenda ‘cagadas jurídicas’”, pontuou o internauta Antonio Rocha.

Fábio Santos, assíduo comentarista de notícias veiculadas pela imprensa local foi além e ironizou a decisão dos desembargadores. Em sua página pessoal ele escreveu: “80 comprimidos de Ecstasy e dez gramas de pó suficientes para gerar o mesmo efeito que dez cápsulas do entorpecente, 26 dias presos. Outro 5 gramas de maconha, 3 anos e meio de cana, fora o esculacho”.

Presos em flagrante

Vinícius e Ricardo foram presos na casa de Rodrigo Cabral Bellario, 25 anos – terceiro empresário envolvido no crime –, no último 25 de agosto, por agentes da Polícia Federal (PF) no curso da operação “Amizades Artificiais”. Antes do flagrante o trio já vinha sendo investigando há cerca de um mês.

Com os acusados a PF encontrou 80 comprimidos de Ecstasy e dez gramas de pó suficientes para gerar o mesmo efeito que dez cápsulas do entorpecente. Neste caso, o uso é diferente: o pó é dissolvido em água.

Através das investigações a polícia descobriu que às drogas chegavam dos estados do Sul do Brasil através dos Correios e que Vinícius, Ricardo e Rodrigo recebiam essas drogas em suas próprias casas, para depois, comercializá-las em festas em toda a região.

Leia: Polícia Federal prende vilhenenses de famílias tradicionais por tráfico

Livres

O Alvará de Soltura nº 157/2017 e nº 158/2017 que garantiu liberdade a Vinícius e Ricardo foi entregue na Casa de Detenção às 13h38 de quinta-feira, 28. Ambos foram colocados imediatamente em liberdade.

O Tribunal não apreciou HC em favor de Rodrigo Bellario, que continua preso na Casa de Detenção. Ao Vilhena Notícias o advogado de Rodrigo, Dr. José Francisco, disse que já apresentou o pedido para que o habeas corpus concedido aos outros dois empresários seja estendido a Bellario. Se aceito, Rodrigo deve deixar a cadeia até quinta-feira, 05 de outubro.

O processo contra os empresários tramita na 2º Vara Criminal da Comarca de Vilhena. A primeira audiência de instrução e julgamento foi marcada para o dia 10 de outubro.

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FONTE: VILHENA NOTÍCIAS

 

 


 


 

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