Notícia publicada às 14:22:15 - 27/07/2017 e lida: 19999 vezes   
    
  
  
Polícia Civil elucida chacina que deixou 5 mortos em Cabixi e diz que 3 das vítimas não tinham ligação com crimes
Crime foi por disputa de território para tráfico de drogas

Polícia Civil elucida chacina que deixou 5 mortos em Cabixi e diz que 3 das vítimas não tinham ligação com crimes
Polícia Civil elucida chacina que deixou 5 mortos em Cabixi e diz que 3 das vítimas não tinham ligação com crimes
Foto: Renato Spagnol

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Renato Spagnol

A Polícia Civil de Rondônia, prendeu José Elismar Moura, Yuri Felipe de Lima e Matheus Araújo Becher apontados como autores da chacina que vitimou cinco jovens com idades entre 15 e 24 anos, no dia 02 de abril deste ano em Cabixi.

Leia: Chacina na cidade de Cabixi deixa cinco jovens como vítimas

Contra José Elismar e Yuri Felipe – presos na Casa de Detenção de Vilhena, a polícia diz que há provas técnicas, como impressões digitais coletadas no local do crime, exame de balística e material genético que comprovam a participação direta deles nas execuções. Contra Matheus – preso em Colorado do Oeste, a polícia diz haver provas, mas ainda aguarda resultados finais de laudos técnicos. Há também um 4º envolvido no crime, Yuri de Oliveira Silva. Ele encontra-se foragido, mas a polícia afirma que provas técnicas compravam a participação dele nos assassinatos.

As informações foram divulgadas hoje, quinta-feira, 27 de julho, em coletiva de imprensa realizada em Vilhena, com a presença de Eliseu Muller –  diretor geral da Polícia Civil de Rondônia, Marcos Farias – delegado da delegacia de combate aos crimes contra o patrimônio (Porto Velho), Arismar Araújo – diretor de Polícia Civil do interior do estado, Fábio Campos – delegado da regional de Vilhena e Núbio Lopes de Oliveira – delegado de homicídios de Vilhena.

 

MOTIVAÇÕES DO CRIME

O delegado Marcos Farias, enviado da capital para apoiar as equipes de homicídio de Vilhena e Colorado nas investigações acerca da chacina, disse que o crime ocorreu por volta das 22h50, no momento em que sete jovens se encontravam ingerindo bebidas alcoólicas no quintal de uma casa no Centro da cidade.

A motivação central da chacina foi a disputa de território relativo ao tráfico de drogas, envolvendo facções criminosas de nível nacional, pontou o delegado Arismar Araújo.

Segundo o delegado Farias, um dos jovens saiu para buscar limões minutos antes da chegada dos criminosos e por isso não foi morto. Os demais foram rendidos pelos homicidas.

“Após a chegada dos executores, foi ordenado que as vítimas deitassem no chão, mas houve resistência por parte da jovem de 23 anos [Larissa Massaroli], e ela foi a primeira a ser executada com dois tiros nas costas e em seguida um disparo na região da cabeça”, comentou Farias.

Das seis pessoas que estavam no local, uma teve a vida poupada, pois era vizinha de José Elismar – natural de Cabixi, apontando como um dos principais executores. Os cinco jovens assassinados foram mortos com tiros na região da nuca.

As investigações apontam ainda que os executores foram até o imóvel com o intuito de matar dois jovens, pois tinham segundo a polícia, envolvimento com o tráfico de drogas e pertenciam a uma facção criminosa rival a dos assassinos. As outras três vítimas foram mortas porque os executores não queriam deixar testemunhas.

A polícia também apreendeu a arma usada por Elismar. Uma pistola .40, que segundo a polícia fora roubada durante um assalto ocorrido em 2011 em Porto Velho. Na cena do crime foram encontradas seis cápsulas que saíram da pistola.

A polícia ainda diz que no total foram usadas três armas de fogo para executar as vítimas. A pistola e dois revólveres, estes últimos também foram apreendidos em poder dos acusados. As armas estão em Porto Velho passando por exame técnico de balística para comprovar se de fato foram usadas no crime.

 

FUGA DOS CRIMINOSOS

No inquérito policial ficou esclarecido que após as execuções os criminosos se refugiaram em um sítio da região de Cabixi, onde aguardaram cerca de 4 dias e depois fugiram.

Incialmente a Polícia Civil solicitou ao Poder Judiciário a prisão temporária dos acusados, mas o delegado Marcos Farias destacou que com todas as provas coletadas no inquérito, as prisões deverão ser convertidas em preventivas.

As investigações contaram com o apoio da Polícia Federal (PF).

 

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Resultado das investigações foi apresentado em coletiva de imprensa realizada em Vilhena com a presença da direção geral da Polícia Civil do Estado.

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Arma usada por Elismar durante as execuções.

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“Após a chegada dos executores, foi ordenado que as vítimas deitassem no chão, mas houve resistência por parte da jovem de 23 anos, e ela foi a primeira a ser executada com dois tiros nas costas e em seguida um disparo na região da cabeça”, comentou Farias.

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Polícia encontrou resquícios da digital de Elismar no local do crime.

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Yuri Felipe

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José Elismar

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Yuri de Oliveira Silva continua foragido

 

FONTE: VILHENA NOTÍCIAS

 

 


 


 

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