Notícia publicada às 10:39:44 - 18/04/2017 e lida: 605 vezes   
    
  
  
Comissão temporária especial ouve representante do Hospital de Câncer
Henrique Prata esclareceu questões referentes ao credenciamento do Hospital da Amazônia como referência no tratamento do câncer

Comissão temporária especial ouve representante do Hospital de Câncer
Comissão temporária especial ouve representante do Hospital de Câncer
Foto: Reprodução

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DECOM/ALE-RO

A comissão temporária especial para averiguar possível ingerência no credenciamento do Hospital de Câncer de Barretos (HCB) na nova unidade denominada Hospital da Amazônia, em reunião na tarde desta segunda-feira (17), presidida pelo deputado Hermínio Coelho (PDT), ouviu o diretor da Fundação Pio XII, Henrique Prata, que falou sobre o andamento do processo junto ao Ministério da Saúde (MS).

O deputado Hermínio Coelho disse que o convite surgiu devido à informação de que haveria políticos interferindo no credenciamento do Hospital de Câncer da Amazônia junto ao Ministério da Saúde. Sabendo da importância e referência do HCB para Rondônia, Hermínio pediu esclarecimentos ao convidado da comissão.

O deputado Dr. Neidson (PMN) disse que a preocupação em relação ao credenciamento vem desde 2015, quando começou a acompanhar este drama, e que é necessário agilizar o processo. 

O deputado Geraldo da Rondônia (PSC) disse já ser colaborador da entidade e no que depender de seu empenho, estará à disposição, especialmente por tantas pessoas que sofrem com câncer no Estado e necessitam de melhor atendimento.

O deputado Jesuíno Boabaid (PMN) disse que a comissão só teve sua formação devido a denúncia feito por Henrique Prata, de que a deputada federal Marinha Raupp (PMDB-RO) estaria atrapalhando o credenciamento do HCB em Rondônia junto ao MS. “Não podemos aceitar que guerras políticas atrapalhem a instalação deste hospital em Rondônia”, afirmou.

O presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho (PMDB), salientou o empenho dos deputados para liberação de emendas para construção do Hospital da Amazônia, acrescentando que estão trabalhando no compromisso de cumprir com R$ 10 milhões para a obra. “A obra é importante para que os rondonienses não precisem viajar mais de 3mil km para buscar tratamento”, acrescentou.

O deputado Lebrão (PMDB) disse que esta é a oportunidade de ouvir o presidente da fundação e encaminhar o que for necessário para resolver a situação.

O deputado Laerte Gomes (PSDB) salientou que, se houver, por parte de algum gestor ou político, algo em atrapalhar a obra, é preciso esclarecer e aparar as arestas. “Temos milhares de casos de câncer em Rondônia e precisamos resolver esta polêmica”, acrescentou.

O presidente da Fundação Pio XII, Henrique Prata, disse que se vive um momento triste, pois o Hospital da Amazônia, uma extensão do Hospital de Barretos, é um investimento de R$ 100 milhões totalmente de capital privado, sem dinheiro público, exceto algumas emendas, sendo um modelo e referência no tratamento em toda a América Latina.

Um dos pontos que Prata esclareceu é quanto aos tipos de credenciamento no tratamento, como o Cacon (completo, de alta complexidade) e o da Anacon (tratamento ‘fatiado’, ou apenas um pedaço de serviço), que é o caso atual da clínica São Pelegrino atualmente. 

Segundo Henrique Prata, a clínica existente em Rondônia só cumpre dois protocolos dos doze necessários para um paciente em tratamento de câncer “e justamente os dois que dão lucro para o hospital”. Afirmou que destes de processos, o Barretinho trouxe todos, ficando somente de fora a radioterapia.

Prata afirmou que o hospital existente conseguiu credenciamento duplo (Cacon e Anacon), o que contraria todas as diretrizes, especialmente por não terem condições de atender a população, especialmente por fecharem no fim da tarde. “Recebemos pacientes com perfuração de intestino e não tinham onde tratar, isso é absurdo”, relatou.

Ele narrou, também, a dificuldade de relacionamento com o secretário de Saúde, Williames Pimentel, que sempre buscou o credenciamento do Hospital de Base em detrimento ao Hospital de Câncer, que contará com toda estrutura para o tratamento completo de câncer em área com 30 mil metros de área e referência no tratamento com os melhores especialistas do País, formados no Barretos.

Quanto ao relacionamento com a deputada federal Marinha Raupp, Prata disse que, “se ela seguir o que o Pimentel quer, iremos atritar o tempo todo. Precisamos tratar de forma correta. A maioria dos pacientes são pobres. Quero fazer o certo. E o que é certo é credenciar o Hospital de Câncer”.

Ele disse que o Hospital da Amazônia não é para atender somente Rondônia, mas toda a Amazônia. “Somos referência internacional no tratamento de câncer e 100% SUS, gratuito. Temos os melhores equipamentos da América Latina. Não fazemos pela metade, fazemos o que é certo e por inteiro”, acrescentou.

Prata deixou claro que não quer criticar ninguém, “mas o que o Estado está querendo fazer é irresponsável e inconsequente” referindo-se ao desejo do secretário em querer credenciar o Hospital de Base.  “Clínico geral não pode querer operar câncer, isso não é o certo”, afirmou.

Jesuíno perguntou no que a deputada Marinha Raupp interferiu. Prata afirmou que a deputada se abasteceu das informações do secretário Pimentel e defendeu que o certo é o que ele defende.

O presidente da fundação Pio XII disse que o ambulatório do Hospital da Amazônia está pronto e fechado por ingerência política. “Poderíamos atender toda a demanda com dignidade”, assegurou.

Lebrão perguntou o que emperra hoje para abrir. “Não posso aceitar me credenciarem como um Anacon sendo que sou Cacon. Já teria condições de abrir as portas, mas para isso precisa do credenciamento”, disse Prata.

O deputado Maurão disse que em reunião da manhã de segunda-feita (17) com os gestores da saúde, da qual participaram Henrique Prata e a deputada Marinha, ficou definido que “o Maiorquim já iria trabalhar pelo credenciamento do Hospital e que este processo demora um pouco. Este foi o compromisso feito e temos que acompanhar o processo no MS”.

Prata disse que garante que o presidente Michel Temer não contrariará o desejo do Estado. “Tudo o que peço ao governo federal é para os pobres. Não ganho dinheiro com medicina”, disse.

Maurão de Carvalho disse que fazer o tratamento próximo de casa representa dignidade para as famílias. Ele destacou que o hospital de Cacoal é bom e que Barretos pode referenciar para que o paciente faça tratamento lá, desde que passe pelo protocolo do Hospital de Barretos.

Prata elogiou o governador Confúcio Moura (PMDB) e disse que ele tem cumprido sua promessa em repassar sua parte para custear os tratamentos do anexo do Hospital de Base, que a população chama de Barretinho. Mas, com o Hospital da Amazônia, “teríamos condições de assumir todo o tratamento. Os custos subiriam, mas teria recursos do SUS e também do Estado para custear as despesas”. 

Antes de votar requerimentos para aprovação de novos depoentes, o presidente Maurão de Carvalho pediu que se espere até o fim desta terça-feira (18), pois não teria mais sentido, se o governo efetuar o pedido de credenciamento.  “Se até lá não tivermos notícias, na quarta-feira (19) vocês fazem uma extraordinária e votam os pedidos”, propôs, o que foi prontamente aceito pelos demais.

 

 

FONTE: Assessoria de Imprensa

 

 


 


 

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