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      Notícia publicada às 10:41:07 - 25/03/2017 e lida: 9880 vezes   
    
  
  
Após confirmação de morte cerebral família decide doar órgãos de vilhenense de 58 anos; equipe de Porto Velho faz captação
Vítima de acidente de trânsito ocorrido na última terça-feira, 21, o doador permaneceu internado na Unidade de Terapia do Hospital Regional (HR), mas acabou tendo constatada a morte encefálica.

Após confirmação de morte cerebral família decide doar órgãos de vilhenense de 58 anos; equipe de Porto Velho faz captação
Após confirmação de morte cerebral família decide doar órgãos de vilhenense de 58 anos; equipe de Porto Velho faz captação
Foto: Renato Spagnol

Por
Renato Spagnol

Uma equipe de captação de órgãos da Central Estadual de Transplantes de Porto Velho, veio até a cidade de Vilhena neste sábado, 25 de março, para fazer a captação dos rins de um doador de 58 anos. A equipe já esteve no município por duas vezes em anos anteriores, mas apenas a captação de dezembro de 2015, obteve sucesso e os órgãos foram transplantados.

Leia: Vilhena recebe médicos da capital para 1ª doação de órgãos

Vítima de acidente de trânsito ocorrido na última terça-feira, 21, o doador permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional (HR), mas acabou tendo constatada a morte encefálica, como informou a diretora técnica do HR e coordenadora municipal da Comissão de Captação e Doação de Órgãos e Tecidos em Vilhena, enfermeira Graziele Jacob.

De acordo com Alber Pessoa, cirurgião que coordena a equipe, o precedimento de captação dura em média 4 horas: “Após a captação, o órgão é resfriado e colocado em uma solução de preservação e após este procedimento, nós temos um tempo de 24 a 30 horas, que órgão precisa estar já no local onde será transplantado. É uma corrida contra o tempo”, destacou Alber Pessoa.

Ainda segundo o cirurgião, os órgãos serão levados de avião para a central em Porto Velho, onde serão ofertados em um sistema nacional. “A doação desse órgão obedece a uma fila de espera com base em compatibilidade e outros critérios”, pontuou Pessoa.

A enfermeira Graziele Jacob, explicou que após identificar o potencial doador, foi aberto um protocolo junto à equipe da UTI para identificar a morte encefálica do paciente. “O procedimento foi feito por um médico neurologista e médicos intensivistas da UTI que confirmaram a morte encefálica através de um exame complementar, o eletroencefalograma”, disse Jacob.

A coordenadora explicou ainda, que a família foi informada sobre a ausência de atividade cerebral, apontada no exame. “A partir dessa informação [morte encefálica] eu fiz a entrevista com a família, que consentiu em doar os órgãos”, finalizou.

A enfermeira ressaltou a importância da família, que mesmo num momento de dor, teve a generosidade de doar os órgãos para alguém que precisa.

Auriane, filha do doador comentou à imprensa o motivo da decisão: “Nós decidimos doar, porque nos colocamos no lugar das pessoas que precisam”. 

 

 

FONTE: VILHENA NOTÍCIAS

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