Notícia publicada às 18:11:29 - 21/10/2016 e lida: 8745 vezes   
    
  
  
Polícia Federal explica prisões dos vereadores Graebin e Garcia
Informações sobre o “Esquema dos Loteamentos” foram abordadas.

Polícia Federal explica prisões dos vereadores Graebin e Garcia
Polícia Federal explica prisões dos vereadores Graebin e Garcia
Foto: Renato Spagnol

Por
Thalita Defacci

Uma coletiva de imprensa foi realizada nesta sexta-feira, 21 de outubro, na Delegacia da Polícia Federal para gerar esclarecimentos quanto às prisões desta semana, de dois parlamentares da Câmara Municipal. A coletiva foi cedida pelo delegado  Flori Cordeiro Miranda Júnior, que cedeu algumas informações.

Nesta manhã, a Polícia Federal realizou mandado de busca e apreensão na casa e no gabinete do vereador afastado Vanderlei Graebin (PSC). Segundo as informações cedidas pelo Delegado, ele não foi encontrado em sua residência e nem no seu gabinete porém, enquanto os agentes realizavam as buscas, ele se apresentou na sede da Polícia Federal e quando foi indagado sobre onde estava e porque se entregou espontaneamente, ele não respondeu.

O motivo do mandado de prisão preventiva do vereador afastado Vanderlei Graebin, que foi expedido pela Polícia Federal-PF e acatado pelo Ministério Público Estadual - MPE não foi citado e segundo o delegado são sempre os mesmos. “Abalo da ordem pública, garantia de aplicação da lei penal e da instrução criminal. A juíza do caso decretou sigilo e eu não posso dizer mais que isso” foram as primeiras palavras do Delegado na coletiva.

Quanto à prisão do outro vereador, não reeleito, José Garcia (DEM), foi uma prisão em flagrante que o judiciário converteu por prisão preventiva. O motivo seria porque ele estava carregando resultado da vantagem indevida recebida por efeito do cargo. José Garcia se encontra na Casa de Detenção da Polícia Civil desde o dia 18 de outubro, terça-feira e não prestou nenhum esclarecimento desde o dia de sua apreensão.

MOTIVO DAS PRISÕES

Como dito no site VILHENA NOTÍCIAS o envolvimento dos vereadores seria por "chantagem" aos empresários do ramo imobiliário, onde os eles recebiam terrenos em troca da aprovação de novos loteamentos na cidade.

Cerca de R$500 mil reais, em dinheiro, foram recebidos pelos vereadores em apenas em um loteamento, em troca da autorização para sua realização, fora os terrenos também recebidos pelos vereadores envolvidos.

PRISÃO DOMICILIAR

Vanderlei Graebin, que se entregou nesta manhã na sede da Polícia Federal, sabia que estava com mandado de prisão expedido em seu nome e prestou depoimento ao delegado.

Após passar pelos esclarecimentos, ele foi conduzido por determinação judicial até a Casa de Detenção para receber a tornozeleira eletrônica e ir para sua residência, onde ficará em prisão domiciliar por possuir registro na Ordem dos Advogados do Brasil – OAB.

O delegado também demonstrou indignação quanto às prisões domiciliares. “Olha, me falaram pra não falar isso. Mas é uma indignação que eu não posso deixar de externar. Como policial eu tenho uma extrema decepção em falar que ele está em prisão domiciliar. Mas eu também tenho impressão que aos Advogados e à Ordem dos Advogados do Brasil cabe um profundo constrangimento por essa situação. Os advogados do estado de Rondônia são uma casta privilegiada de impunidade por não poder ser preso como cidadãos comuns. A OAB tem uma longa história de luta em defesa dos direitos humanos, pelo bem comum, e eu acho que ela não pode e não deve se submeter a um constrangimento de ser uma classe diferenciada perante os olhos da população, principalmente ao que diz respeito naqueles que são contraventores e contra a lei penal. Isto cabe um constrangimento enorme da OAB. Talvez eu tenha extrapolado no que diz respeito ao meu cargo, mas como cidadão não posso deixar de falar. E eu estou esperando uma ação civil pública contra o estado de Rondônia para construir uma sala em estado maior para colocar advogado criminoso”

QUESTIONAMENTO SOBRE OS INQUÉRITOS

Também foi citado na coletiva, o questionamento de um parlamentar em por que os vereadores presos não foram ouvidos já que, segundo ele, existe uma obrigatoriedade de ouvir os indiciados antes da prisão. O delegado Flori explicou sobre a ação: “O inquérito policial tem por natureza ser um processo inquisitivo, ou seja, quer dizer que não existe contraditório. Falar que o inquérito policial exige um contraditório é exatamente negar uma das qualidades dele”.

AFASTAMENTO

O delegado também ressaltou o afastamento do vereador Vanderlei Graebin e depois do indiciamento, deveria ser afastado imediatamente das funções que exercem. Para se basear no indiciamento, elencou o Art. 17 – D da Lei 9.6313/1998 que dispõe sobre os crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores.

Depois de ser afastado, segundo os regimes internos da Câmara de Vereadores as medidas provenientes serão tomadas, e neste caso, deverá convocar o suplente para assumir no lugar do vereador afastado e preso.

CONTINUAÇÃO DAS INVESTIGAÇÕES

Segundo o delegado, as investigações estão ocorrendo com a parceria do Ministério Público e da Polícia Federal quanto ao “Esquema dos Loteamentos”. Além dos dois parlamentares presos, outros três atuais vereadores também foram indiciados.

Segundo informações extraoficiais, os três estão em viagem e não informaram data para retorno. Júnior Donadon cedeu entrevista por telefone ao VILHENA NOTÍCIAS, informando onde estava e dizendo que quando retornasse até Vilhena estaria a disposição para prestar esclarecimentos. Os outros dois vereadores não se manifestaram à imprensa. 

 

 

FONTE: Vilhena Notícias

 

 


 


 

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